Anne Vanderlove — Femme de légende letra e tradução

A página contém a letra e a tradução em português da música "Femme de légende" de Anne Vanderlove.

Letra

Est-ce toi qui erres sur la lande
Comme ces femmes de légende
Et dont on ne sait même plus
Si elles ont vraiment vécu?
J’ai tellement eu besoin de toi
De tes bras tout autour de moi
J’n’ai même pas le son de ta voix
Pour me rassurer quand j’ai froid.
Est-ce toi qui erres?
Contes de fées, grand méchant loup
Et moi, blottie sur tes genoux
Mais j’n’ai jamais été enfant
Alors, comment devenir grand?
Il y a des coups de désespoir
Qu’on n’peut ranger dans un tiroir
Un long frisson à fleur de cœur
Qui me renvoie devant mes peurs.
Est-ce toi qui erres?
Tu as pris le train, le bateau
Mais je n'étais pas du voyage
Poupée-chiffon, poupée-sanglots
Tu m’as oubliée sur la plage.
Amour et chagrin s’entrelacent
Tu as déserté mon enfance
Tu ne m’as laissé comme trace
Que le vide fou de l’absence.
Est-ce toi qui erres sur la lande
Comme ces femmes de légende
Et dont on ne sait même plus
Si elles ont vraiment vécu?
Est-ce toi qui erres sur la lande
Comme ces femmes de légende
Dans la brume, et d’une voix ténue
Qui pleurent ce qu’elles ont perdu?

Tradução da letra

És tu que vagueias pela charneca
Como estas mulheres de lendas
E do qual já nem sabemos
Eles viviam mesmo?
Precisava tanto de TI.
Dos teus braços à minha volta
Nem sequer tenho o som da tua voz.
Para me tranquilizar quando tiver frio.
És tu que vagueias?
Contos de fadas, Lobo Mau
E eu, amontoado no teu colo
Mas nunca fui uma criança.
Então, como se tornar grande?
Há golpes de desespero
Isso não pode ser guardado numa gaveta.
Uma longa emoção para o coração
Que me envia de volta aos meus medos.
És tu que vagueias?
Apanhou o comboio, o barco.
Mas eu não era da viagem.
Boneca-trapo, boneca-soluços
Esqueceste-te de mim na praia.
O amor e a tristeza entrelaçam-se
Abandonaste a minha infância.
Não me deixaste como rasto.
Aquele vazio louco de ausência.
És tu que vagueias pela charneca
Como estas mulheres de lendas
E do qual já nem sabemos
Eles viviam mesmo?
És tu que vagueias pela charneca
Como estas mulheres de lendas
Na névoa, e numa voz ténue
Quem chora o que perdeu?