Anne Sylvestre — Belle parenthèse letra e tradução

A página contém a letra e a tradução em português da música "Belle parenthèse" de Anne Sylvestre.

Letra

Ça a tout l’air d’un braconnage
Ça se surveille au coin d’un bois
Ça se souvient des paysages
De tous les parfums d’autrefois.
C’est de l’adolescence en fraude
Qu’on passerait sous le manteau
C’est de la tendresse en maraude
C’est rapide comme un couteau.
Bel amour, belle parenthèse
On se fait des nuits en plein jour
Entre deux portes, entre deux chaises.
On vit l’aventure à rebours.
Ça jongle avec les téléphones
Ça prend des airs d’agent secret
Ça fait son printemps en automne
Et son automne au mois de mai.
Ça vole une heure à la sauvette
Et ça en fait l'éternité
Ça se bricole des cachettes
Ça réveillonne à l’heure du thé.
Ça prend des trains comme on respire
Ça prend des avions par hasard
Ça s'écrit pour ne rien se dire
Ça a des silences bavards.
Ça n’a que des maisons chimères
Ça a des chambres de brouillard
Et des jardins imaginaires
Pour s’y caresser du regard.
Ça multiplie les jours de fête
Ça éparpille les saisons
Envoie des fleurs à l’aveuglette
Et pleure parfois sans raison.
Ça se méfie des certitudes
Ça va sur la pointe des pieds
Ça fait voguer les habitudes
Sur des flottilles de papier.
Bel amour, si entre deux chaises
Vous préférez vivre toujours
Multiplions les parenthèses
Il y fait plus beau qu’au grand jour
Hum, hum, hum, hum
Multiplions les parenthèses
Il y fait plus beau qu’au grand jour.

Tradução da letra

Parece caça furtiva.
Está no canto de uma madeira.
Lembra as paisagens
De todos os perfumes do passado.
É uma fraude adolescente.
Que passaríamos sob o manto
É ternura em maraude
É rápido como uma faca.
Belo amor, belo parêntesis
Fazemos noites em plena luz do dia
Entre duas portas, entre duas cadeiras.
Vivemos a aventura ao contrário.
Está a mexer com telefones.
Parece um agente secreto.
É primavera no outono
E o outono em Maio.
Voa uma hora ao vento
E faz a eternidade
É um jogo de escondidas.
Acorda na hora do chá.
Leva comboios enquanto respiras
Toma aviões por acaso.
Está escrito para não dizer nada um ao outro.
Tem silêncios faladores.
Tem apenas casas de Quimera
Tem câmaras de nevoeiro.
E jardins imaginários,
Acariciar o olhar.
Multiplica os dias de celebração
Dispersa as estações do ano.
Enviar flores cegamente
E às vezes chora sem razão.
É suspeito de certezas
Vai em bicos de pés
Faz com que os hábitos subam
Em frotas de papel.
Lindo amor, se entre duas cadeiras
Preferes viver para sempre
Vamos multiplicar os parêntesis
É mais bonito do que no dia aberto
Hum, hum, hum, hum, hum
Vamos multiplicar os parêntesis
É mais bonito do que ao ar livre.