Anne Sylvestre — Allez y doux letra e tradução

A página contém a letra e a tradução em português da música "Allez y doux" de Anne Sylvestre.

Letra

J’habitais la banlieue du cœur
Maintenant, je squatte en plein centre
Mais j’ai toujours la peur au ventre
Tant votre sourire est moqueur
J’ai cheminé en franc-tireur
Sans provisions et sans boussole
Parfois, une main qui console
Des bras pour conjurer la peur
Le chemin qui menait vers vous
N'était pas signalé du tout
Quand je tombais sur les cailloux
Où étiez-vous?
Mais si vous me cherchez des poux
Allez-y doux
Parfois, je n’aime pas beaucoup
Vos yeux jaloux
Allez-y doux
Allez-y doux
Sachant pas vraiment où j’allais
Je dispensais mes sortilèges
Avec les mots, faisais des pièges
Et tissais ma toile en secret
Un jour que je n’y croyais plus
Vous êtes venu vous y prendre
Et les pièges se sont faits tendres
La toile n’a plus rien tenu
Mais vous aviez mis un temps fou
Quand je ne parlais qu’aux hiboux
Dans les forêts pleines de loups
Où couriez-vous?
Mais si vous me cherchez des poux
Allez-y doux
Parfois, je n’aime pas beaucoup
Vos yeux jaloux
Allez-y doux
Vous, allez-y doux
Quand vous venez à mon terrier
Pour y déballer mes trouvailles
Il n’y a vraiment rien qui vaille
Qu’en rêve vous vous torturiez
J’ai passé l'épreuve du feu
Celui qui filtre à vos paupières
Et j’ai brûlé mes éphémères
C’est votre chaleur que je veux
Vous me faites des plans de fou
Mais quand je vous cherchais partout
Aux moustaches de quel matou
Vous frottiez-vous?
Moi, si je vous cherchais des poux
J’irais très doux
Même si vous aimez beaucoup
Mes yeux jaloux
J’irais très doux
Doux, j’irais très doux
Et si nous nous cherchons des poux
Allons-y doux
Bien que nous aimions peu ou prou
Les yeux jaloux
Allons-y doux
Nous, allons-y doux

Tradução da letra

Eu vivia nos subúrbios do coração
Agora agacho-me bem no centro
Mas ainda tenho medo no estômago.
Tanto o teu sorriso está a gozar
Caminhei como um cargueiro.
Sem provisões e sem bússola
Às vezes uma mão que consola
Armas para afastar o medo
O caminho que te levou
Não foi notificado de todo
Quando caí sobre os seixos
Onde estiveste?
Mas se estás à procura de piolhos
Vai com calma.
Às vezes eu não gosto muito
Os teus olhos ciumentos
Vai com calma.
Vai com calma.
Não saber para onde ia
Costumava distribuir os meus feitiços.
Com palavras, armadilhas feitas
E tecia a minha tela em segredo
Um dia, já não acreditava.
Vieste buscá-lo.
E as armadilhas ficaram tenras
A tela não segurava mais nada
Mas você tinha levado um tempo louco
Quando só falava com corujas
Nas florestas cheias de Lobos
Para onde estavas a correr?
Mas se estás à procura de piolhos
Vai com calma.
Às vezes eu não gosto muito
Os teus olhos ciumentos
Vai com calma.
Tu, vai com calma.
Quando vieres ao meu terrier
Para desfazer os meus achados
Não há nada que valha a pena.
Que num sonho te torturavas
Passei no teste do fogo.
Aquele que filtra as tuas pálpebras
E queimei a minha efémera
É o teu calor que eu quero
Estás a fazer-me planos malucos.
Mas quando procurei por ti em todo o lado
Aos bigodes do que matou
Estavas a esfregar?
Eu, se estivesse à procura de piolhos
Eu ficaria muito doce.
Mesmo que gostes muito
Os meus olhos ciumentos
Eu ficaria muito doce.
Doce, eu iria muito doce
E se estamos à procura de piolhos
Vamos amolecer.
Embora gostássemos pouco ou muito
Olhos invejosos
Vamos amolecer.
Vamos com calma.