Anibal Troilo — La Última Curda letra e tradução
A página contém a letra e a tradução em português da música "La Última Curda" de Anibal Troilo.
Letra
Lástima, bandoneón, mi corazón,
tu ronca maldición maleva
tu lágrima de ron me lleva
hacia el hondo bajofondo
donde el barro se subleva.
Ya sé, no me digás, tenés razón,
la vida es una herida absurda
y es todo, todo tan fugaz
que es una curda, nada más,
mi confesión.
Contáme tu condena, decíme tu fracaso,
no ves la pena que me digo,
y habláme simplemente
de aquel amor ausente
que es un retazo del olvido.
Yo sé que te lastimo, yo sé que te hago daño
contando mi sermón de vino,
pero es el viejo amor que tiembla, bandoneón,
buscando en un licor que aturda
la curda que al final
termina la función
corriéndole un telón
al corazón.
Un poco de recuerdo y sin sabor
gotea su rezongo lerdo,
marea tu licor y arrea la tropilla de la zurda
al volcar la última curda.
Cerráme el ventanal que quema el sol
su lento caracol de sueño
no ves que vengo de un país
que está de olvido, siempre gris,
tras el alcohol.
Tradução da letra
Pena, bandoneão, meu coração,
sua rouca maldição maleva
a tua lágrima do ron leva me
para o fundo baixo fundo
onde a lama se revolta.
Eu sei, não me digas, tens razão,
a vida é uma ferida absurda
e é tudo, tudo tão fugaz
que é uma curda, nada mais,
a minha confissão.
Conte-me a sua condenação, diga-me o seu fracasso,
não vês a pena que me estou a dizer,
e falem comigo
daquele amor ausente
que é um pedaço do esquecimento.
Eu sei que te magoei, eu sei que te magoei
contando meu sermão de vinho,
mas é o velho amor que treme, bandoneão,
procurando em um licor que atordoa
a curda que no final
termina a função
a correr uma cortina
ao coração.
Um pouco de lembrança e sem sabor
Pinga seu rezongo lerdo,
maré a tua bebida e arrelia a tropa da canhota
ao despejar a última curda.
Fecha a janela que queima o sol
seu caracol lento sono
não vês que venho de um país
que está de esquecimento, sempre cinzento,
depois do álcool.