Andrés Calamaro — El palacio de las flores letra e tradução

A página contém a letra e a tradução em português da música "El palacio de las flores" de Andrés Calamaro.

Letra

En el Palacio de las Flores
había flores de todos los colores,
quedaba en Basavilbaso,
hace mucho que no paso por ahí.
Cerca del garage, cerca de la estación Retiro,
y de la Calle Florida y de la Plaza San Martín.
Quéflorido es el Palacio de las Flores,
que yo lo veía desde afuera,
porque por entonces yo era un pendejo
que vivía con mis viejos.
Entonces la alegría no es una cosa nueva,
todo el tiempo por pasado fue peor.
Mucho matute de gorra en la calle,
mucho «no, señor""sí, señor»,
en casa no teníamos televisión
y no había escrito una canción.
No me interesaba la pelota,
iba a San Telmo a comprar cosas viejas y rotas,
pero el papáde un compañerito
nos llevaba a ver a Independiente.
Era la época de Pastoriza,
Santoro y el Chivo Pavoni,
y el viejo de mi amigo que vivía en Ciudad de La Paz,
fue desaparecido y no lo volvía ver más.
Ojaláque estén vivos y bien
en el país de síganme,
«síganme, no los voy a defraudar»
a dónde, donde se cagóun conde
a donde los capos los crucifican
primero míralo al número 10,
pero no basta con abrir los ojos
para darse cuenta de todo a la vez.
Cuidado con las palabras que terminan con ina,
yo también quiero mucho a Argentina
aunque nadie me preguntó
si en Argentina quería nacer,
donde el que no come se deja comer.
La turrada que nunca termina
ina, guillotina, anfetamina y alquitrán.
Cómo nos dan, cómo nos dan en Argentina,
nos dan Boquita y ritmo tropical
y base para la latita en el extrarradio y en Capital.
Soy rockero, de potrero, ricotero, rioplatense
que se tense la cuerda del hambre
no alcanza ni para fiambre,
a conformarse con los olores.
Como en el Palacio de las Flores
donde se bailaba hasta reventar.
De algo hay que vivir,
con algo hay que gozar.
Como en el Palacio de las Flores
donde se bailaba hasta reventar

Tradução da letra

No Palácio das Flores
havia flores de todas as cores,
ficava em Basavilbaso,
há muito tempo que não passo por aí.
Perto da garagem, perto da estação Retiro,
e da Rua Florida e da Praça San Martin.
Queflorido é o Palácio das Flores,
que eu o via de fora,
porque nessa altura eu era um idiota
que vivia com os meus velhos.
Então a alegria, não é uma coisa nova,
o tempo todo foi pior.
Muito matute de boné na rua,
muito "não, senhor","sim, senhor»,
em casa não tínhamos televisão
e não tinha escrito uma canção.
Eu não estava interessado na bola,
ia A San Telmo comprar coisas velhas e partidas,
mas o pai de um companheiro
levava-nos a ver o independente.
Era a época de pastoreio,
Santoro e o bode Pavoni,
e o velho do meu amigo que vivia na cidade da Paz,
ele desapareceu e não o via mais.
Espero que estejam vivos e bem
no País de sigam me,
"sigam - me, não vos vou desiludir»
onde, onde cagouum conde
para onde os capos os crucificam
primeiro, olhe para o número 10,
mas não basta abrir os olhos
para perceber tudo de uma vez.
Cuidado com as palavras que terminam com ina,
eu também amo muito a Argentina
mas ninguém me perguntou
Sim na Argentina queria nascer,
onde quem não come se deixa comer.
A turrada que nunca acaba
ina, guilhotina, anfetamina e alcatrão.
Como nos dão, como nos dão na Argentina,
eles nos dão boquinha e ritmo tropical
e base para a latita no extrarradio e na Capital.
Sou rocker, de potrero, ricotero, rioplatense
que a corda da fome seja apertada
não chega nem para fiambre,
a contentar-se com os cheiros.
Como no Palácio das Flores
onde se dançava até rebentar.
De alguma coisa há que viver,
alguma coisa tem de ser apreciada.
Como no Palácio das Flores
onde se dançava até rebentar