Ana Belen — Romance De La Pena Negra letra e tradução

A página contém a letra e a tradução em português da música "Romance De La Pena Negra" de Ana Belen.

Letra

Las piquetas de los gallos
Cavan buscando la aurora
Cuando por el monte oscuro
Baja Soledad Montoya
Cobre amarillo, su carne
Huele a caballo y a sombra
Yunques ahumados sus pechos
Gimen canciones redondas
Soledad, ¿por quién preguntas
Sin compaña y a estas horas?
Pregunte por quien pregunte
Dime: ¿a ti qué se te importa?
Vengo a buscar lo que busco
Mi alegría y mi persona
Soledad de mis pesares
Caballo que se desboca
Al fin encuentra la mar
Y se lo tragan las olas
No me recuerdes el mar
Que la pena negra, brota
En las sierras de aceituna
Bajo el rumor de las hojas
¡Soledad, qué pena tienes!
¡Qué pena tan lastimosa!
Lloras zumo de limón
Agrio de espera y de boca
¡Qué pena tan grande! Corro
Mi casa como una loca
Mis dos trenzas por el suelo
De la cocina a la alcoba
¡Qué pena! Me estoy poniendo
De azabache, cama y ropa
¡Ay mis camisas de hilo!
¡Ay mis muslos de amapola!
Soledad: lava tu cuerpo
Con agua de las alondras
Y deja tu corazón
En paz, Soledad Montoya
Por abajo canta el río:
Volante de cielo y hojas
Con flores de calabaza
La nueva luz se corona
¡Oh pena de los gitanos!
Pena limpia y siempre sola
¡Oh pena de cauce oculto
Y madrugada remota!

Tradução da letra

As picaretas dos galos
Cavam à procura da aurora
Quando pelo monte escuro
Baixa Solidão Montoya
Bronze, sua carne
Cheira a cavalo e a sombra
Bigornas fumado seus seios
Gemem canções redondas
Solidão, por quem você pergunta
Sem companhia e a esta hora?
Pergunte por quem perguntar
Diz-me, o que te importa?
Vim buscar o que procuro
Minha alegria e minha pessoa
Solidão dos meus pesares
Cavalo que se desfaz
Finalmente encontra o mar
E é engolido pelas ondas
Não me lembres do mar
Que a pena negra, brota
Nas serras de azeitona
Sob o boato das folhas
Solidão, Que pena!
Que pena!
Você chora suco de limão
Azedo de espera e de boca
Que grande pena! Corro
A minha casa como uma louca
Minhas duas tranças no chão
Da cozinha à alcova
Que pena! Estou a pôr me
De azeviche, cama e roupa
As minhas camisas de fio!
As minhas coxas de papoila!
Solidão: lave seu corpo
Com água das cotovias
E deixa o teu coração
Em paz, solidão Montoya
Por baixo canta o rio:
Volante de céu e folhas
Com flores de abóbora
A nova luz é coroada
Oh pena dos ciganos!
Pena limpa e sempre sozinha
Oh pena de leito escondido
E madrugada remota!