Têtes Raides — Les Papiers letra e tradução
A página contém a letra e a tradução em português da música "Les Papiers" de Têtes Raides.
Letra
Si l’on ne jetait plus nos papiers dans les rues
Le petit balayeur ne travaillerait plus
Au bord de ton veston
Les lèvres endormies
Il a une tête qui fume son clope
Et l’autre main qui nettoie la capitale
Posé sur ton talon
O mes doux caniveaux
Mes senteurs d’aurore
Sur la terre qui dort
J’ai vingt ans j’ai trente ans ou peut-être cent ans
Dans un jour une fois plus tard mais qu’importe
On se retrouvera dans la même maison
Pour cueillir en rêvant nos papiers dans les rues
Le petit balayeur met sa belle tenue
Sur la blanche saison
Les feuilles étourdies
L'œil d’un matin gris dans l'égout qui clapote
Les regrets déversés de la capitale
Les cœurs dans les pochons
O mes lettres froissées
Mes amours d’aurore
Poussent les pigeons morts
J’ai cent ans dans mille ans ou peut-être entre temps
Entre tous les passants vers la même porte
Ton blason c’est toujours la gueule que tu portes
C’est pourquoi j’ai jeté mes papiers dans les rues
Ce matin de printemps il avait disparu
Dans un de ses ruisseaux
Il a pris son bateau
Va ranger tes balais les nouvelles ordures
Salue tous les copains de la balayure
Tradução da letra
Se não mandássemos mais os papéis para as ruas
O pequeno varredor não funcionaria mais.
Na borda do teu casaco
Lábios adormecidos
Ele tem uma cabeça que fuma o cigarro.
E a outra mão que limpa o capital
No teu calcanhar
Oh, minhas calhas suaves
Os meus aromas da Alvorada
Na terra que dorme
Tenho vinte, tenho trinta ou talvez cem.
Num dia mais tarde, mas tanto faz.
Estaremos na mesma casa.
Para escolher em sonhos os nossos papéis nas ruas
O varredor veste a sua bela roupa.
Na estação branca
As folhas atordoadas
O olho de uma manhã cinzenta no esgoto tempestuoso
Os lamentos derramados da capital
Corações nos bolsos
As minhas cartas amarrotadas
Minha Aurora ama
Cultivar pombos mortos
Tenho cem anos daqui a mil anos ou talvez até lá.
Entre todos os transeuntes até à mesma porta
O teu brasão é sempre a boca que usas
Foi por isso que atirei os meus papéis para as ruas.
Esta manhã, na primavera, ele tinha desaparecido.
Num dos seus cursos de água
Ele levou o barco.
Vai guardar os teus pincéis, o novo lixo.
Diz Olá a todos os amigos da varredura