Nicolas Peyrac — Douze Ans Déjà letra e tradução
A página contém a letra e a tradução em português da música "Douze Ans Déjà" de Nicolas Peyrac.
Letra
J’avais eu quatorze ans en octobre je crois
Je me prenais encore quelquefois pour le roi
Je rentrais de New-York et à cet âge-là
Quand on a vu New-York on dit qu’on a vu Troie
J'écoutais la radio plus souvent qu’on ne doit
Et ce soir-là quelqu’un racontait que là-bas
Près de la Bourse aux Livres de cette ville-là
On arrêtait un homme qui rentrait de Cuba
Et voilà, douze ans déjà
Mais l’Amérique ne bouge pas
Il n’y a que moi qui parle encore de mes remords
Les autres n’en ont pas
Le vingt-deux novembre de cette année-là
Un pont de chemin de fer enjambait le convoi
Quelque chose bougea quelque part près d’un toit
Et sa tête éclata comme éclate une noix
On n’en arrêta qu’un et puis comme il se doit
On tua les témoins pour qu’ils ne parlent pas
Des voitures garées tout près du pont de bois
Et des fumées bizarres qui partirent de là
En plein mois de septembre de cette année-ci
Quelques gosses traînaient chez Mr Publicis
Venant de n’importe où, d’ailleurs ou de Paris
Les drugstores le dimanche, c’est comme le mercredi
Tout le monde se souvient de ce dimanche-là
Et quelques uns racontent, d’autres ne pourront pas
Les grenades quadrillées on en trouve parfois
Il faut seulement savoir
Qu’elles tuent à cent pas
Et voilà, tout ça pour quoi
Pour dire que je suis encore là
Moi j’ai eu la chance seulement seulement de vivre en France
Et de rester chez moi
Oui j’ai eu la chance seulement seulement de vivre en France
Et de rester chez moi
Tradução da letra
Tinha 14 anos em outubro, acho eu.
Ainda às vezes pensava em mim como o rei.
Eu estava voltando de Nova York e naquela idade
Quando vimos Nova Iorque, dissemos que vimos o Troy.
Ouvi a rádio mais vezes do que devíamos.
E naquela noite alguém estava a dizer que lá
Perto da troca de livros daquela cidade
Estávamos a prender um homem no regresso de Cuba.
E agora, doze anos já
Mas a América não se move
Só eu é que ainda falo dos meus remorsos.
Os outros não.
A 22 de novembro desse ano
Uma ponte ferroviária percorreu o comboio
Algo se moveu perto de um telhado
E a cabeça dele rebentou como uma noz
Só parámos um e depois como devia ser.
Matámos as testemunhas para que não falassem.
Carros estacionados perto da ponte de madeira
E fumo estranho de lá
Em meados de setembro deste ano
Alguns miúdos andavam com o Sr. Publicis.
Vindo de qualquer lugar, de qualquer lugar ou de Paris
Farmácias no domingo é como quarta-feira
Todos se lembram daquele domingo
E alguns dizem, outros não serão capazes de
Granadas quadradas às vezes são encontradas
Só precisas de saber
Que matam a cem passos
E aqui está, tudo isto para o quê
Para dizer que ainda estou aqui
Só tive a oportunidade de viver em França.
E ficar em casa
Sim, só tive sorte em viver em França.
E ficar em casa