Nessbeal — Les anges aux visages sales letra e tradução

A página contém a letra e a tradução em português da música "Les anges aux visages sales" de Nessbeal.

Letra

Tellement proche du sol qu’on croit qu’ils sont le diable
Tellement loin du ciel, les anges aux visages sales
Coupable pour l'éternité, pauvre à perpétuité
Les anges aux visages sales
Quand on va au bled ils nous appellent immigrés
Quand tu reviens tu plaides
L'État il veut t'étrangler
Le sablier se vide tout me donne envie dégueuler en face de toi
Les impôts un huissier va s’pavaner
Étrillé j’compte plus les spliffs mégots dans l’cendrier
Vivant ils veulent t’enterrer quand tu veux t’insérer
Incinérés nos rêves khoya arrète d’espérer
Le seul joint qu’ils t’laissent ferme ta gueule paie l’air qu’tu dois respirer
Désemparés sont nos pères ils savent c’qu’on fait
Plus la peine de s’cacher pour pleurer faut qu’j’sois bourré
Ecoeuré jeune mais déjà essouflé, lacéré esprit torturé dormir sans rêver
Daronne accablée circonstances aggravées
Génération endiablée proche du caniveau l’cerveau entravé
Zones, zones sinistrées j’kiffais ma jeunesse pas la pauvreté
A peine sorti d’la maternité t’assume une paternité
C’est, c’est ça la fabrication d’la violence
Une boule de neige qui déboule la pente au tribunal d’grandes instances
Ma, ma tribu sur la potence
L’opinion publique dans les tribunes, nouveautés dans les urnes,
des grosses burnes
Natif de la grande cité brutale et pieuse, moitié bon moitié mauvais
Toujours la tête dans la monnaie, on prend c’que l’monde refuse de donner
Des visages sales aux yeux pourprés, une face ombre une face lumineuse
Sourires d’la colère sur les lèvres, le reflet d’une vie tumultueuse
Le quotidien refroidit, en voyant c’que les gens peuvent devenir
On embrasse la douleur des yeux, la comprend, mais ne peut la ressentir
On parle du bon temps comme les anciens, se raconte des vieux souvenirs
Se motive à trouver des moyens de vivre, y a trop d’façons de mourir
Nul part où aller, rien à faire, routine toute la putain d’semaine
L’avenir s’résume au lendemain on brûle au soleil, rêve sans sommeil
On vit dans une vie malade où seule la victoire est jolie
L’harmonie a mis les voiles, tout le monde rie aux nez de la police
La rue, notre premier amour n’est plus qu’un grand nid de misères
Entre bien et mal un frère choisit l’ombre et l’autre la lumière
Trop de gens font dans l’arme ou font deux versants chaque jour de nouveaux
pleurs
Dur de faire fondre le givre qui s’dépose sur les coeurs
Trop de folies dans tous les sens, trop d’situations fragiles
Dans mon coin tout a changé en mal, trop d’heureuses issues, trop de fins
tragiques
On est pas des monstres malgré c’que ces putins de croquemorts s’imaginent
On veut s’fabriquer du bien être sans être broyé par la machine
Qui ne consomme pas n’existe pas partout sur l’territoire
Besoin de rien pour être bien c’tait quand on avait la couleur trottoir
Convaincu qu’la vie au quartier vaut la peine d'être vécue
Musique obscure pour public éclairé qu’on tue dans l’véhicule

Tradução da letra

Tão perto do chão que se acredita que eles são o diabo
Tão longe do céu, anjos com caras sujas
Culpado para a eternidade, pobre para a eternidade
Anjos com caras sujas
Quando formos para bled, chamam-nos imigrantes.
Quando você voltar você pleiteia
O estado que ele quer estrangular-te
A ampulheta esvazia tudo o que me dá nojo à tua frente
Impostos um oficial de Justiça vai pavonear-se
Agachado conto mais rabos no cinzeiro
Vivos querem enterrar-te quando te queres integrar
Cremou os nossos sonhos khoya pára de esperar
O único selo que te deixam fechar a boca paga o ar que precisas de respirar.
Ignoram os nossos pais. sabem o que fazemos.
Mais problemas para me esconder para chorar tenho que estar bêbado
Ecoou jovem mas já ofegante, lacerada mente torturada dorme sem sonhar
Daronne sobrecarregou circunstâncias agravadas
Geração diabólica perto da sarjeta o cérebro atrapalhou
Áreas, áreas de desastre eu gostei da minha juventude não pobreza
Mal sai da maternidade assume paternidade.
Isto é, isto é a criação de violência
Uma bola de neve que desce a encosta na corte de grandes instâncias
Minha tribo na forca
A opinião pública nas bancadas, notícias nas urnas,
queimaduras de gordura
Nativo da grande cidade brutal e piedosa, metade boa metade má
Sempre na moeda, levamos o que o mundo se recusa a dar
Caras sujas com olhos roxos, uma cara de sombra uma cara brilhante
Sorrisos de raiva nos lábios, o reflexo de uma vida tumultuada
O dia-a-dia acalma-se, vendo no que as pessoas se podem tornar
Abraça-se a dor dos olhos, compreende-se, mas não se sente
Falamos dos bons tempos como os velhos, falamos das Velhas memórias
Motiva-se a encontrar formas de viver, Há demasiadas maneiras de morrer.
Não há para onde ir, nada para fazer, rotina toda a semana
O futuro desce para o dia seguinte queimamos ao sol, sonhamos sem dormir
Vivemos numa vida doentia onde só a vitória é bonita.
Harmony zarpou, todos se riem dos narizes da polícia.
A rua, o nosso primeiro amor é apenas um grande ninho de miséria
Entre o bem e o mal um irmão escolhe a sombra e o outro a luz
Demasiadas pessoas entram na arma ou fazem dois lados todos os dias novos
choro
É difícil derreter a geada que se instala nos corações
Demasiadas loucuras em todos os sentidos, demasiadas situações frágeis
No meu canto tudo mudou para mau, muitos resultados felizes, muitos fins
tragico
Não somos monstros, apesar do que estes pequenos croquemorts imaginam.
Queremos fazer de nós próprios bem-estar sem sermos triturados pela máquina
Quem não consome não existe em toda parte do território
Não preciso de nada para ser bom era quando tínhamos o passeio a cores
Convencido de que a vida no bairro vale a pena viver
Música obscura para um público iluminado que é morto no veículo