Mutabaruka — I Am De Man letra e tradução

A página contém a letra e a tradução em português da música "I Am De Man" de Mutabaruka.

Letra

I am the man
You love to hate
Sitting in the slums of
Ghost town, trench town
Back o' wall, no clothes
To hide my nakedness
Filth and mosquitoes smelling
Bitin' 400 years of black flesh
Scarred by whips and sticks
I am the man
Locks entangled in
Your nightmares of
Medusas and gorgons
Unkept religious beliefs
That pierce the side of
Your Jesus in the sky
Your vinegar has turned to blood
Your water to mud crucifix
Chokin' on your life
Of neo-colonialistic attitudes
Yes I am de man
That came in
Clouds of ganja smoke
Choking you to death
Yet not killing you
My eyes seein' a black god
Casting doubt in your
Mind about your
Unexposed spirtual bein'
Black shadows
Castin' clear pictures
Of an existance
Drowned by
False concepts of reality
Black was beauty
Until I walked
With my barefeet
Touchin' your
Tar-ry pavements of
Sadistic heat
You would have accepted I
If I came via
Times magazine or Vogue
If only you were exposed to life
Beyond your middle class gate
I am the man
You lov to hate
Look, I am now your Next door neighbour

Tradução da letra

Eu sou o homem
Tu adoras odiar.
Sentado nas favelas de
Cidade fantasma, Cidade das trincheiras
Parede de trás, sem roupa
Para esconder a minha nudez
Sujidade e mosquitos a cheirar
400 anos de carne negra
Marcados por chicotes e paus
Eu sou o homem
Fechaduras entrelaçadas
Os teus pesadelos de
Medusas e gorgons
Crenças religiosas não aceites
Que perfura o lado de
O teu Jesus no céu
O teu vinagre transformou-se em sangue.
A tua água para o crucifixo de lama
A sufocar a tua vida
De atitudes neocolonialistas
Sim, sou o homem.
Isso chegou.
Nuvens de fumo de ganza
Sufocar-te até à morte
Mas não te vou matar.
Os meus olhos vêem um Deus negro
Lançando dúvidas em seu
Mente sobre o seu
Espirais não detonadas
Sombras negras
A lançar imagens claras
De uma existência
Afogado por
Falsos conceitos da realidade
Preto era beleza
Até eu andar
Com os meus pés descalços
A tocar-te
Pavimentos Tar-ry de
Calor sádico
Tu terias aceitado.
Se eu me virasse
Times magazine ou Vogue
Se ao menos estivesses exposto à vida
Para lá do portão da classe média
Eu sou o homem
Tu adoras odiar
Olha, agora sou o teu vizinho do lado.