Mercedes Sosa — Romance de Barrio letra e tradução

A página contém a letra e a tradução em português da música "Romance de Barrio" de Mercedes Sosa.

Letra

Primero la cita lejana de abril
Tu oscuro balcón, tu antiguo jardín.
Más tarde las cartas de pulso febril
Mintiendo que no, jurando que sí.
Romance de barrio, tu amor y mi amor
Primero un querer, después un dolor
Por culpas que nunca tuvimos
Por culpas que debimos sufrir los dos.
Hoy vivirás despreciándome, tal vez sin soñar
Que lamento al no poderte tener
El dolor de no saber olvidar.
Hoy estarás como nunca lejos mío
Lejos de tanto llorar fue porque si,
Que el despecho te cegó como a mí
Sin mirar que en el rencor del adiós
Castigabas con crueldad tu corazón,
Fue porque sí, que de pronto no supimos pensar
Que es más fácil renegar y partir
Que vivir sin olvidar.
Ceniza del tiempo la cita de abril,
Tu oscuro balcón, tu antiguo jardín,
Las cartas trazadas con mano febril,
Mintiendo que no, jurando que sí.
Retornan vencidas tu voz y mi voz
Trayendo al volver con tonos de horror
Las culpas que nunca tuvimos,
Las culpas que debimos pagar los dos.

Tradução da letra

Primeiro a citação distante de abril
A tua varanda escura, o teu antigo jardim.
Mais tarde as cartas de pulso febril
Mentindo que não, jurando que sim.
Romance de Bairro, seu amor e meu amor
Primeiro um querer, depois uma dor
Por culpa que nunca tivemos
Por culpa que devíamos ter sofrido os dois.
Hoje viverás desprezando - me, talvez sem sonhar
Que lamento não poder ter te
A dor de não saber esquecer.
Hoje estarás como nunca longe de mim
Longe de tanto chorar foi porque sim,
Que o despeito te cegou como a mim
Sem olhar para você no rancor do adeus
Puniste com crueldade o teu coração,
Foi porque sim, que de repente não soubemos pensar
Que é mais fácil renegar e partir
Do que viver sem esquecer.
Cinza do tempo a citação de abril,
Sua varanda escura, seu antigo jardim,
As cartas traçadas com mão febril,
Mentindo que não, jurando que sim.
Regressam vencidas a tua voz e a minha voz
Trazendo de volta com tons de horror
As culpas que nunca tivemos,
As culpas que devíamos ter pago.