Mercanti Di Liquore — Il prigioniero ante letra e tradução
A página contém a letra e a tradução em português da música "Il prigioniero ante" de Mercanti Di Liquore.
Letra
Era una finestrella sbarrata da una tavola di legno, l’unica presa d’aria della
cella
L’uomo si abitua all’ombra!
A mezzogiorno, in piedi sulla branda, si allunga la fessura della luce.
.meno di un rigo, un verso, breve, passa sulle palpebre degli occhi.
C'è un nodo nel legno che lui tocca con l’unghia e con il tempo.
con la punta dell’unghia e del tempo. all’uomo serve un gioco nella cella.
un giorno, il nodo cede, fregato dall' unghia, amica del tempo, che ricresce
ogni giorno,
il nodo cede.
si toglie come un tappo di bottiglia e nel suo collo passa uno zampillo di luce
dritta, liscia, si allarga a terra e allaga il pavimento.
il prigioniero Ante ci si mette scalzo e ci si bagna i piedi
è un anno che non esce di cella. niente cortile aria.
un anno che la porta è uguale al muro, che la porta non porta da nessuna parte.
un anno.
.strizza gli occhi. il sole dentro il buco è un' arancia tonda nella mano;
i piedi si strofinano fra loro. come due bambini la prima volta al mare.
i piedi di Ante Zemljar.
Ante Zemliar, comandante di molto partigiani. congedato col merito della
vittoria in guerra e adesso chiuso dagli stessi compagni suoi. nemico della
patria.
nemico lui, che l’agguantata al collo l’ha scrollata dagli eserciti invasori
fiume x fiume
dalla Neretva alla Drina… con i calci della fame.
senza portar via nemmeno una cipolla ad un contadino,
perché è così la guerra partigiana.
nemico. lui.
l’hanno tolto da casa. da Sonia di due anni, che sa gridare già lasciate il mio papà!.
adesso. si, voi siete i suoi nemici.
Ante sa le percosse.
sa che un pugno da destra lascia sangue sul muro di sinistra e viceversa.
un pugno dritto in faccia lascia sangue a terra.
ma c'è la novità. qui le botte riescono a lasciare il sangue sul soffitto;
c'è da imparare sempre circa le vie del sangue e dei colpi ingegnosi dei
gendarmi.
Ante conserva il nodo. lo rimette nel legno. la guardia non saprà.
il sole non ha spie;
s’infila svelto e poi non lascia impronte.
pure se perquisisce, la guardia non può dire qui c'è stato il sole,
sento il suo odore.
il sole non è un topo.
pure se ne finisce molto in una cella, nessuno si accorge che fuori manca un raggio,
che la conduttura del sole ha un buco. che perde luce da un nodo di legno.
Ancora un po' di mesi.
Poi glielo daranno il sole. tutto in una volta. sulla schiena,
peggio dei colpi di bastonatura;
sopra l’isola nuda a spaccar pietre.
Ante.il prigioniero Ante ha conservato il nodo.
qualche volta, lontano dalla guardia, lo punta contro il sole e si procura
un’ombra,
sopra l’isola nuda a spaccar pietre bianche e poi a gettarle in mare.
l’Adriatico.
perché la pena è pura. non ha valore pratico.
. e il mare non si riempirà.
(Grazie a Giuseppe per questo testo)
Tradução da letra
Era uma janela barrada por uma tábua de madeira, a única entrada de ar do
celula
O homem habitua-se à sombra!
Ao meio-dia, de lado, a fenda da luz estende-se.
.menos do que uma pauta, um verso, curto, passa sobre as pálpebras dos olhos.
Há um nó na madeira que ele toca com a unha e com o tempo.
com a ponta do prego e do tempo. o homem precisa de um jogo na cela.
um dia, o nó dá lugar, ferrado pelo prego, amigo do tempo, que cresce de volta
dia,
o nó dá lugar.
ele sai como uma tampa de garrafa e passa uma pata de luz no pescoço
reta, suave, se espalha para o chão e inunda o chão.
o prisioneiro Ante fica descalço e molha os pés
não sai da cela há um ano. nada de air yard.
um ano em que a porta é igual à parede, que a porta não leva a lado nenhum.
ano.
.franzir. o sol dentro do buraco é uma laranja redonda na mão;
os pés esfregam-se uns nos outros. como duas crianças da primeira vez na praia.
os pés de Ante Zemljar.
Ante Zemliar, comandante de muitos guerrilheiros. negado provimento ao recurso quanto ao mérito
vitória na guerra e agora encerrada pelos mesmos camaradas. inimigo do
Patria.
inimigo dele, que o agarrar no pescoço a sacudiu dos exércitos invasores.
Rio x
de Neretva a Drina ... com pontapés de fome.
sem tirar uma cebola a um agricultor,
porque é assim que a guerra partidária é.
inimigo. lhe.
tiraram-no de casa. Da Sonia de dois anos, quem sabe como gritar já deixa o meu pai!.
agora. sim, vocês são seus inimigos.
Antes que ele lhe batesse.
ele sabe que um soco da direita deixa sangue na parede esquerda e vice-versa.
um soco direto na cara deixa sangue no chão.
mas há novidades. aqui os barris conseguem deixar o sangue no tecto.;
há sempre que aprender sobre os caminhos do sangue e golpes engenhosos de
policial.
Ante retém o nó. ele volta a pô-lo no bosque. o guarda não saberá.
o sol não tem espiões;
ele entra depressa e não deixa impressões digitais.
mesmo que ele procure, o guarda não pode dizer que aqui estava o sol.,
Consigo cheirá-lo.
o sol não é um rato.
mesmo que acabe muito numa cela, ninguém repara que lá fora falta um raio.,
que o oleoduto do sol tem um buraco. a perder luz de um nó de madeira.
Mais alguns meses.
Então o sol dar-lhe-á. tudo de uma vez. atrás,
pior do que bater tiros.;
sobre a ilha nua esmagando pedras.
Ante.il o prisioneiro Ante manteve o nó.
às vezes, longe da guarda, aponta - a contra o sol e procura
sombra,
acima da ilha nua para quebrar pedras brancas e depois atirá-las ao mar.
o Adriático.
porque o castigo é puro. não tem valor prático.
. e o mar não se encherá.
(Obrigado a José por este texto)