Maldita Vecindad Y Los Hijos Del Quinto Patio — El Barzon letra e tradução

A página contém a letra e a tradução em português da música "El Barzon" de Maldita Vecindad Y Los Hijos Del Quinto Patio.

Letra

Esas tierras del rincón
Las sembré con un buey pando
Se me reventó el barzón
Y sigue la yunta andando
Cuando llegué a media tierra
El arado iba enterrado
Se enteró hasta la telera
El timón se le zafó
El yugo se iba pandeando
El barzón iba rozando
El sembrador me iba hablando
Yo le dije al sembrador:
«no me hable cuando ande arando»
Se me reventó el barzón
Y sigue la yunta andando
Cuando acabé de pizcar
Vino el rico y lo partió
Todo mi maíz se llevó
Ni pa’comer me dejó
Me presenta aquí la cuenta:
«Aquí debes 20 pesos
De la renta de unos bueyes
5 pesos de magueyes
Una nega tres cuartillas
Del frijol que te prestamos
Una nega tres cuartillas
Del maíz que te limitamos
5 pesos de unas fundas
7 pesos de cigarros
6 pesos no se de qué
Pero todo está en la cuenta
A más de los 20 reales
Que sacaste de la tienda
Cuanto del maíz que te toca
No le pagas a la Hacienda
Pero cuentas con mi tierra
Para seguirla sembrando
Ora vete a trabajar
Pa’que sigas abonando»
Nomás me quede pensando
Sacudiendo mi cobija
Haciendo mi cigarro de hoja:
«que patrón tan sinvergüenza
Todo mi maíz se llevó
Para su maldita troje»
Se me reventó el barzón
Y sigue la yunta andando
Cuando llegué a mi casita
Me decía mi prenda amada:
«¿ontá el maíz que te tocó?»
Le contesté yo muy triste:
«el patrón se lo llevó
Por lo que debía en la Hacienda
Pero me dijo el patrón
Que contará con la tierra
Para seguirla sembrando
Ora voy a trabajar
Para seguirle abonando
20 pesos 10 centavos
Más lo que salgo restando»
Me decía mi prenda amada:
«no trabajes con ese hombre
Nomás nostá robando
Anda al salón de sesiones
Que te lleve mi compadre
Ya no le hagas caso al padre
Él y sus excomuniones
Qué no ves a tu familia
Que ya no tiene calzones
Ni yo tengo ya faldilla
Ni tu tienes pantalones»
Nomás me quede pensando
Pue' que deje a mi patrón
Me decía mi prenda amada:
«que vaya el patrón al cuerno
Como estuviéramos de hambre
Si te has de seguir creyendo
Lo que dicen en los medios
Pura manipulación
Y mentiras del gobierno
En el campo está el patrón
Los finqueros y asociados
Guardias blancas y matones
Nomás explotando pueblos
Van secando nuestra tierra
Y allá en las ciudades
Los policías corruptos
Los mafiosos y banqueros
Nomás chupando la sange
A la gente, a los obreros
Es por eso que Zapata
Ahora cabalga de nuevo:
La revolución civil
Viva el autogobierno»
Se me reventó el barzón
Y sigue la yunta andando

Tradução da letra

Aquelas terras do canto
Plantei as com um boi pando
O meu barzón rebentou
E segue a yunta andando
Quando cheguei ao meio da terra
O arado estava enterrado
Ele descobriu até a telera
O leme escapou lhe
O jugo estava a cair
O barzón ia roçando
O semeador ia falar comigo
Eu disse ao semeador:
"não fale comigo quando estiver a arar»
O meu barzón rebentou
E segue a yunta andando
Quando acabei de pizcar
O rico veio e partiu o
Todo o meu milho levou
Nem pa'comer me deixou
Apresenta me aqui a conta:
"Aqui você deve 20 pesos
Da renda de uns Bois
5 pesos de magueyes
Uma nega três quartos
Do feijão que te emprestamos
Uma nega três quartos
Do milho que te limitamos
5 pesos de algumas capas
7 pesos dos charutos
6 pesos não sei de quê
Mas tudo está na conta
A mais de 20 reais
Que tiraste da loja
Quanto do milho que te toca
Não pagas à fazenda
Mas tens a minha terra
Para continuar a semear
Ora vai trabalhar
Para continuares a pagar»
Só fiquei a pensar
Sacudindo meu cobertor
Fazendo meu charuto de folha:
"que Patife
Todo o meu milho levou
Para o raio do troje»
O meu barzón rebentou
E segue a yunta andando
Quando cheguei à minha casinha
Dizia Me a minha roupa amada:
"ontá o milho que te tocou?»
Eu respondi muito triste:
"o patrão levou-o
Pelo que devia na fazenda
Mas o patrão disse me
Que contará com a terra
Para continuar a semear
Ora vou trabalhar
Para continuar a pagar
20 pesos 10 cêntimos
Mais o que saio subtraindo»
Dizia Me a minha roupa amada:
"não trabalhe com esse homem
Só nostá roubando
Vai para a sala de sessões
Que te leve o meu compadre
Não ligues mais ao Pai
Ele e suas excomunhões
Não vês a tua família
Que já não tem cuecas
Nem eu já tenho saia
Nem tu tens calças»
Só fiquei a pensar
Posso deixar o meu patrão
Dizia Me a minha roupa amada:
"que vá o padrão ao Corno
Como estivéssemos com fome
Se tens de continuar a acreditar
O que eles dizem na mídia
Pura manipulação
E mentiras do governo
No campo está o padrão
Os finqueiros e associados
Guardas brancos e bandidos
A explorar aldeias
Estão a secar a nossa terra
E lá nas cidades
Os polícias corruptos
Mafiosos e banqueiros
Só a chupar a sange
Às pessoas, aos operários
É por isso que Zapata
Agora cavalga de novo:
A revolução civil
Viva o autogoverno»
O meu barzón rebentou
E segue a yunta andando