Luce Dufault — Quand on s'en va pour oublier letra e tradução
A página contém a letra e a tradução em português da música "Quand on s'en va pour oublier" de Luce Dufault.
Letra
Je ne t'écrirai pas que l’hôtel est sale
Que le canal est gris sous la pluie
Qu’en dedans de moi ça fait encore mal
Je ne dirai pas que tu me manques jusqu’ici
On me demande chaque jour d’ou je viens
Si c’est vrai qu’il fait froid la-bas
Mais je sais d’autres pays que le mien
Ils sont en guerre au fond de moi
Je roule encore ma peine sur les routes
J’ajoute mes larmes aux grandes marées
On traine sa tristesse et ses doutes
Quand on s’en va pour oublier
Oublier…
Je devine combien il y a de solitudes
Dans les foules autour des musés
J’ai perdu toutes mes habitudes
Mais je me perds a les récréer
J’observe les couples, je ne sais pas pourquoi
Leurs corps défilent au ralenti
Pendant qu’ils se serrent dans leurs bras
Je sens ma gorge qui rétrécit
La lune est pleine, ça dure longtemps
Et puis les murs sont de carton
Il y a mes volets qui claquent au vent
Je me plonge la tête sous l'édredon
Je t’enverrai juste une carte postale
Tu sauras que je suis allé bien loin
Pour apprendre que c'était fatal
Tout ce qu’on cherche a fuir nous revient
Tradução da letra
Não te vou escrever que o hotel está sujo.
Que o canal é cinzento na chuva
Que dentro de mim ainda dói
Não vou dizer que sinto a tua falta até agora.
Perguntam-me todos os dias de onde venho.
Se é verdade, está frio lá em baixo.
Mas conheço outros países que não o meu.
Estão em guerra dentro de mim.
Continuo a rolar a minha dor nas estradas
Junto as minhas lágrimas às marés grandes
Arrastamos a sua tristeza e dúvidas
Quando partirmos para esquecer
Esquecer…
Imagino quantas solitudes existem.
Nas multidões em torno dos museus
Perdi todos os meus hábitos
Mas perco-me a recriá-los.
Eu vejo casais, não sei porquê
Os seus corpos rolam em câmara lenta
Enquanto se abraçam
Sinto a garganta a estreitar
A lua está cheia, dura muito tempo
E depois as paredes são feitas de cartão
Lá estão as minhas persianas a bater ao vento.
Mergulho a cabeça debaixo do edredão
Vou mandar-te um Postal.
Vais saber que vim de muito longe.
Aprender que foi fatal
Tudo o que procuramos fugir regressa para nós.