Les Cowboys Fringants — Octobre letra e tradução

A página contém a letra e a tradução em português da música "Octobre" de Les Cowboys Fringants.

Letra

Y’a tout l' temps quat' ronds d’allumés
Su' l' feu d' mes ambitions
À force de m' dépasser
J' me perds moi-même dans l’horizon
S’en faire pour tout et rien
Jouer du coude pour garder sa place
À n' vivre que pour demain
Je n' fais que survoler mes traces
Et octobre vient de passer en coup d’vent
Une autre année où je n’ai pas pris le temps
De voir l’automne s’effeuiller tranquillement
Il n’y a point de repos
Pour l'éternel insatisfait
Ceux qui en veulent toujours trop
Récoltent souvent que des regrets
Y’a des jours où j' me dis
Que je marche à côté d' la vie
Je la salue de loin
Sans jamais croiser son chemin
Et octobre vient de passer en coup d’vent
Une autre année où je n’ai pas pris le temps
De voir l’automne s’effeuiller tranquillement
Bye Bye Lou
Te souviens-tu de nous du temps où l’on brillait?
On s’est connus sur la Place d’Armes
Sous les slogans d’une manif
Premier baiser en plein vacarme
Dans un élan d’amour naïf
À l'époque on n' possédait rien
Mais on détonnait dans la foule
Et puis on se promettait bien
De jamais entrer dans le moule
Il est si loin de nous le temps où l’on brillait…
C’est vrai qu’on a un peu pâli
Comm' les néons d’un cent' d’achats
On soupe au resto les jeudis
On prend des photos de nos plats
La vie crissement tombée des nues
Le couple comme une PME
Et dans la foule tu n’entends plus
Quand je te dis «je t’aime «Qu'est-ce qu’on a fait de nous?
Pourtant on brillait…
Toujours plus vite, être à la course
Exister sur le pouce
Pogné dans l' tourbillon
Je pédale après quoi au fond?
On veut tous s’arrêter
Mais on est happés comme des cons
Par ce monde de cinglés
Qui fait qu’on r’garde pu' les saisons
Et octobre vient de passer en coup d’vent
Une autre année où je n’ai pas pris le temps
De voir l’automne s’effeuiller tranquillement
(Merci à Patate Pilée pour cettes paroles)

Tradução da letra

Há todo o tempo Quat ' rounds of lit
No fogo das minhas ambições
Empurrando-me
Perco-me no horizonte
Cuidar de tudo e de nada
Cotovelo para manter o seu lugar
Viver apenas para o amanhã
Estou a pairar sobre os meus rastos.
E outubro acabou de passar em gust
Mais um ano em que não tive tempo
Para ver a tira de outono silenciosamente
Não há descanso
Para o Eterno insatisfeito
Aqueles que sempre querem demais
Muitas vezes ceifam apenas arrependimentos
Há dias em que digo a mim mesmo
Que ando ao lado da vida
Saúdo-a de longe
Sem nunca cruzar o seu caminho
E outubro acabou de passar em gust
Mais um ano em que não tive tempo
Para ver a tira de outono silenciosamente
Adeus, Lou.
Lembras-te de nós quando brilhávamos?
Conhecemo-nos na Place d'armes.
Sob os slogans de um manif
Primeiro beijo no barulho
Num momento de amor ingénuo
Na altura não tínhamos nada.
Mas detonámos na multidão.
E depois prometemos bem um ao outro.
Nunca entrar no molde
É tão longe de nós o tempo em que brilhamos…
É verdade que estamos um pouco pálidos
Com "o nio de um cêntimo" de compras
Fazemos sopa no restaurante às quintas-feiras.
Tiramos fotos dos nossos pratos
A vida a guinchar caiu dos nus
O casal como PME
E na multidão já não ouves
Quando digo "amo-te", o que fizemos um com o outro?
Mas brilhamos…
Sempre mais rápido, estar na corrida
Existir em movimento
Foi lançado no turbilhão
O que pedalo depois?
Todos queremos parar
Mas estamos fodidos como idiotas.
Por este mundo louco
Quem faz isso nós podemos guardar as estações
E outubro acabou de passar em gust
Mais um ano em que não tive tempo
Para ver a tira de outono silenciosamente
(Graças a batatinha por estas palavras)