Léo Ferré — Les fourreurs letra e tradução

A página contém a letra e a tradução em português da música "Les fourreurs" de Léo Ferré.

Letra

C’est un sale métier que de devoir sans fin
N'étant coupeur de bourses
Bonneteur charlatan monte-en-l'air aigrefin
Vendre la peau de l’ours
On demeure parfois pendant des jours entiers
Tout seul dans sa boutique
Et cette odeur de peaux qu’il faut que vous sentiez
N’est pas très romantique
La martre- zibeline allez c’est plus joli
Sur Madame en Packard
Que quand le paradichlorobenzène emplit
Le nez et les placards
L’opossum à la fin c’est tout aussi lassant
Que la loutre marine
Oh qui dira l’ennui qui prend le commerçant
Derrière ses vitrines
Quand je pense pourtant aux perceurs de plafond
Dont la vie est si dure
Au cinéma j’ai v comment ces gens-là font
Et Dieu sait si ça dure
À ceux qui pour avoir le respect du milieu
Et de belles bottines
Livrent leur sœur cadette à de vilains messieurs
Pour des prix de famine
Je me dis caressant mes descentes de lit
Mes manchons mes écharpes
Qu’il ne faut pas céder à la mélancolie
Et se joindre aux escarpes
Qu’un magasin vaut mieux que de faire en prison
Des chaussons de lisière
Et mieux cent fois brosser les manteaux de vison
Que buter les rentières
Mieux lustrer le renard que d’aller proposer
L’héroïne à tant l’once
Mieux chez soi demeurer où sont entreposés
Le castor et le skunks
Et puis qu’on ait ou non vendu son chinchilla
Son hermine ou son phoque
Il vous reste du moins cet amer plaisir-là
Vitupérer l'époque
Vitupérer l'époque
L'époque

Tradução da letra

É um trabalho sujo esse dever interminável
Não ser um cortador de acções
Charlatão fazedor de chapéus monta-no-ar azedo
Vender pele de urso
Às vezes ficamos dias inteiros
Sozinho na sua loja
E esse cheiro de peles que precisas de cheirar
Não é muito romântico.
A Marta-Marta anda lá é mais bonita
Sobre a Madame en Packard
Do que quando o paradiclorobenzeno enche
O nariz e os armários
O possum no final é igualmente cansativo
Que a lontra do mar
Oh Quem dirá o tédio que leva o comerciante
Atrás das suas janelas
Quando penso em exercícios de tecto
Cuja vida é tão difícil
No cinema eu tenho v como estas pessoas fazem
E Deus sabe se dura
Para aqueles que têm respeito pelo meio ambiente
E belas botas de tornozelo
Entrega a irmã mais nova a cavalheiros malandros.
Por preços de fome
Eu digo a mim mesmo acariciando os meus descidas da cama
As minhas mangas Os meus Cachecóis
Que não se deve ceder à melancolia
E junta-te às escarpas
Que uma loja é melhor do que fazer na prisão
Chinelos de borda
E melhor cem vezes escovar Casacos De Vison
O que matar anuidades
É melhor brilhar a raposa do que ir pedi-la em casamento.
A heroína para tantas onças
Melhor em casa ficar onde estão armazenados
Castor e doninhas
E depois se vendemos ou não a chinchila dele
A sua hermine ou o seu selo
Tens pelo menos aquele prazer amargo que te resta.
Reviver a era
Reviver a era
Tempo