Laurie Anderson — Speechless letra e tradução
A página contém a letra e a tradução em português da música "Speechless" de Laurie Anderson.
Letra
Bright Red
Speechless
(The Eagle and the Weasel)
It was August. Summer of '82.
You had that rusty old car
And me I had nothing better to do.
You picked me up. We hit the road. Baby me and you.
We shot out of town drivin' fast and hard.
Leaving our greasy skid marks in people’s back yards.
We were goin' nowhere. Just driving around.
We were goin' in circles. And me I was just hanging on.
Like in that Annie Dillard book
Where she sees that eagle with the skull of a weasel
Hanging from its neck
And here’s how it happened, listen.
Eagle bites the weasel. Weasel bites back.
They fly up to nowhere. Weasel keeps hangin' on.
Together forever.
We were goin' nowhere. Just driving around.
You did all the talking and me I didn’t make a sound
If I open my mouth now I’ll fall to the ground
If I could open my mouth. There’s so much I would say.
Like I can never be honest. Like I’m in it for the thrill.
Like I never loved anyone. And I never will.
Eagle bites the weasel. Weasel bites back.
They fly up to nowhere. Weasel keeps hangin' on.
Together forever.
I remember that old coat my grandma used to wear
Made of weasels biting each other’s tails
A vicious circle. An endless ride.
On the back of an old woman.
Eagle bites the weasel. Weasel bites back.
They fly up to nowhere. Weasel keeps hangin' on.
Together forever.
And me? I’m goin' in circles. I’m circling around.
And if I open my mouth now I’ll fall to the ground.
Tradução da letra
vermelho
Mudo
(A águia e a doninha)
Era agosto. Verão de 82.
Tinhas aquele carro velho e enferrujado.
E eu não tinha nada melhor para fazer.
Foste buscar-me. Fizemos-nos à estrada. Tu e eu.
Saímos da cidade a conduzir depressa e com força.
Deixando as nossas marcas de derrapagem gordurosas nos quintais das pessoas.
Não íamos a lado nenhum. Estava só a dar uma volta.
Estávamos a andar em círculos. E eu estava a aguentar-me.
Como naquele livro da Annie Dillard.
Onde ela vê aquela águia com o crânio de uma doninha
Pendurado no pescoço
E foi assim que aconteceu, ouve.
A águia morde a doninha. A doninha também morde.
Voam para lado nenhum. A doninha continua a aguentar-se.
Juntos para sempre.
Não íamos a lado nenhum. Estava só a dar uma volta.
Tu é que falaste e eu não fiz um som.
Se eu abrir a boca agora vou cair no chão
Se pudesse abrir a boca. Há tanta coisa que eu diria.
Como se nunca pudesse ser honesto. Como se estivesse nisto pela emoção.
Como se nunca tivesse amado ninguém. E nunca o farei.
A águia morde a doninha. A doninha também morde.
Voam para lado nenhum. A doninha continua a aguentar-se.
Juntos para sempre.
Lembro-me daquele casaco velho que a minha avó usava.
Feitos de doninhas que mordem as caudas umas das outras.
Vicioso. Uma viagem sem fim.
Nas costas de uma velha.
A águia morde a doninha. A doninha também morde.
Voam para lado nenhum. A doninha continua a aguentar-se.
Juntos para sempre.
E eu? Estou a andar em círculos. Estou a circular.
E se eu abrir a boca agora vou cair no chão.