Joan Manuel Serrat — La Maquinita letra e tradução

A página contém a letra e a tradução em português da música "La Maquinita" de Joan Manuel Serrat.

Letra

Aquí hemos venido
porque hemos llegado,
los dos por distintos lados.
Cantando canciones
pasamos la vida
un poco más divertida.
Era en el año cuarenta,
antes del cincuenta y cuatro,
cuando murió tanta gente
entre Puebla y Apizaco.
El tren que corría
sobre su ancha vía
de pronto se fue a estrellar
contra un aeroplano
que andaba en el llano
volando sin descansar.
Quedó el maquinista
con las tripas fuera
mirando p’al aviador
que ya sin cabeza
buscaba un sombrero
para taparse del sol.
Todo esto nos sucedía
sin saber cómo ni cuándo
y la máquina seguía
pita… pita… y caminando.
El buen fogonero
también quedó muerto
debajo del chapopote
y hasta el garrotero,
sin brazos y tuerto
seguía dando garrote.
Buscando al agente
de publicaciones
lo encontramos moribundo,
y el pobre gritando:
«Cervezas heladas…»,
se fue para el otro mundo.
Los pocos supervivientes
los contemplaban llorando
y la máquina seguía
pita… pita… y caminando.
Llegó la Cruz Roja,
llegó la Cruz Blanca,
pa' auxiliar a los heridos
y allí se encontraron
que todos los muertos
de miedo ya habían corrido.
Toditos los muertos
salieron huyendo
en tan críticos instantes,
que ha habido difunto
que lo han encontrado
cuatro leguas adelante.
En una zanja los muertos
solitos se iban echando
y la máquina seguía
pita… pita… y caminando.
Llegó en un fotingo
Don Maximiliano,
que era entonces gobernante,
y vio entre los muertos
a un pobre gendarme
gritando. «Alto y adelante».
Don Maximiliano
vio el pullman abierto
y a comer se metió al punto
y allí el cocinero
le sirvió al instante
los hígados de un difunto.
Los zopilotes estaban
sobre los muertos volando
y la máquina seguía
pita… pita… y caminando.
Y ya no queremos
seguir esta historia
para no cansar a ustedes.
Rueguen por las almas
de los que murieron
hombres, niños y mujeres.
Al recordar tanto muerto
nos retiramos llorando
y la máquina seguía
pita… pita… y caminando.

Tradução da letra

Aqui estamos nós
porque chegámos,
os dois de lados diferentes.
Cantando músicas
passamos a vida
um pouco mais divertida.
Era no ano quarenta,
antes de cinquenta e quatro,
quando tantas pessoas morreram
entre Puebla e Apizaco.
O comboio que corria
sobre a sua ampla via
de repente ele caiu
contra um avião
que andava na planície
voando sem descansar.
Ficou o maquinista
com as tripas fora
a olhar para o aviador
que já sem cabeça
estava à procura de um chapéu
para se tapar do sol.
Tudo isso nos acontecia
sem saber como ou quando
e a máquina continuava
pita pi pita caminando e a andar.
O bom foguista
ele também morreu
debaixo do chapopote
e até o garrotero,
sem braços e um olho
eu continuava a dar cabo de mim.
À procura do agente
de publicações
encontrámo lo a morrer,
e o pobre a gritar:
"Cervejas geladas…»,
foi para o outro mundo.
Os poucos sobreviventes
eles olhavam para eles chorando
e a máquina continuava
pita pi pita caminando e a andar.
A Cruz Vermelha chegou,
a Cruz branca chegou,
pa' auxiliar os feridos
e lá eles se encontraram
que todos os mortos
de medo já tinham corrido.
Todos os mortos
eles fugiram
em tão críticos instantes,
que houve falecido
que o encontraram
quatro léguas à frente.
Numa vala os mortos
solitos iam se lançando
e a máquina continuava
pita pi pita caminando e a andar.
Chegou num fotingo
Don Maximiliano,
que era então governante,
e viu entre os mortos
um pobre gendarme
a gritar. "Alto e em frente".
Don Maximiliano
viu o pullman aberto
e o almoço foi direto ao ponto
e lá o cozinheiro
serviu o instantaneamente
os fígados de um falecido.
Os zopilotes estavam
sobre os mortos voando
e a máquina continuava
pita pi pita caminando e a andar.
E já não queremos
siga esta história
para não vos cansar.
Rezem pelas almas
dos que morreram
homens, crianças e mulheres.
Ao recordar tanto morto
nós recuamos chorando
e a máquina continuava
pita pi pita caminando e a andar.