Jean-Patrick Capdevielle — Faudra bien que Le démon sorte (A cappella) letra e tradução

A página contém a letra e a tradução em português da música "Faudra bien que Le démon sorte (A cappella)" de Jean-Patrick Capdevielle.

Letra

T’as les yeux froids comme la peur qui passe
D’un bout d' la nuit, t’as fait ton palace
En plein jour, on ne remarque rien
Mais vient l’ombre et tout t’appartient
Des lueurs blêmes s'écoulent des réverbères
La madone en gris paie ton verre
Toi, sur ta passerelle, lui, dans sa ruelle
Tout l' monde vit de mort naturelle
Là-bas, trois boules font claquer le velours
Marco s'écroule, la Mondaine est autour
Tu sais très bien que les maîtres-voleurs
N’oublient jamais le goût de leur peur
Mais tu n' dis rien, tu ne parles qu'à la nuit
Le docteur chinois fuit sans bruit
Ses patientes ont l’air d’avoir de la peine
Toi, ça t'étonnerait qu’il revienne
Pour pousser ta porte, pour pousser ta porte
Pour pousser ta porte, il a peur que le démon sorte
Pour pousser ta porte
L’hôtel de l’ombre n’a pas d' garçon d'étage
Dans les couloirs, les fourgueurs font l' partage
Ton lavabo peut fuir toute la nuit
T’iras pas voir les papillons d' l’ennui
Au fond d' la cour, y a la radio qui ment
Tout l' monde devrait mourir à vingt ans
Le monde est si vieux, ferme un peu les yeux
Tu pourras rien trouver de mieux
Pour pousser ta porte, pour pousser ta porte
Pour pousser ta porte, il a peur que le démon sorte
Pour pousser ta porte
Le bout des rues, c’est ta seule tendresse
Tu perds ta vie par délicatesse
Sur les boulevards, les secours de néon
Mâchonnent l’espoir, tu connais la chanson
Tes lunettes noires, tes pilules de brouillard
Ça va rien changer à l’histoire
Mais parfois t’espère être encore sur la Terre
D’ici la fin du millénaire
Pour pousser ta porte, pour pousser ta porte
Pour pousser ta porte, il a peur que le démon sorte
Pour pousser ta porte

Tradução da letra

Os teus olhos estão frios como o medo passa
Num fim da noite, fizeste o teu palácio.
Em plena luz do dia, não se nota nada.
Mas a sombra vem e tudo te pertence
Os clarões sombrios fluem das luzes da rua
A Virgem de cinzento paga-te o copo.
Tu, na tua ponte pedonal, ele, no beco dele.
Todos vivem da morte natural
Ali, três bolas batem o veludo
Marco colapsa, a socialite está por perto
Você sabe muito bem que ladrões mestres
Nunca se esqueça do sabor do seu medo
Mas não dizes nada, só falas à noite.
O médico chinês foge sem barulho.
Os pacientes parecem estar com dificuldades.
Ficarias surpreendido se ele voltasse.
Para empurrar a tua porta, para empurrar a tua porta
Para empurrar a tua porta, Ele tem medo que o demónio saia.
Para empurrar a tua porta
O Hotel de l'ombre não tem piso, rapaz.
Nos corredores, os ferreiros fazem a partilha
A tua pia pode vazar a noite toda.
Não vais ver as borboletas do tédio
Na parte de trás do pátio, está o rádio deitado.
Todos devem morrer aos vinte anos.
O mundo é tão velho, fecha os olhos um pouco
Não se encontra nada melhor.
Para empurrar a tua porta, para empurrar a tua porta
Para empurrar a tua porta, Ele tem medo que o demónio saia.
Para empurrar a tua porta
O fim das ruas é a tua única ternura
Perdes a tua vida por delicadeza
Nas Avenidas, o alívio de néon
Chew on hope, you know the song
Os teus óculos pretos, os teus comprimidos de nevoeiro.
Não vai mudar a história.
Mas às vezes esperamos ainda estar na Terra
Até ao final do Milénio
Para empurrar a tua porta, para empurrar a tua porta
Para empurrar a tua porta, Ele tem medo que o demónio saia.
Para empurrar a tua porta