Jean-Jacques Goldman — Veiller tard letra e tradução
A página contém a letra e a tradução em português da música "Veiller tard" de Jean-Jacques Goldman.
Letra
Les lueurs immobiles d’un jour qui s’achève
La plainte douloureuse d’un chien qui aboie
Le silence inquiétant qui précède les rêves
Quand le monde disparu l’on est face à soi
Les frissons où l’amour et l’automne s’emmêlent
Le noir où s’engloutissent notre foi nos lois
Cette inquiétude sourde qui coule en nos veines
Qui nous saisit même après les plus grandes joies
Ces visages oubliés qui reviennent à la charge
Ces étreintes qu’en rêve on peut vivre cent fois
Ces raisons-là qui font que nos raisons sont vaines
Ces choses au fond de nous qui nous font veiller tard
Ces raisons-là qui font que nos raisons sont vaines
Ces choses au fond de nous qui nous font veiller tard
Ces paroles enfermées que l’on n’a pas su dire
Ces regards insistants que l’on n’a pas compris
Ces appels évidents ces lueurs tardives
Ces morsures aux regrets qui se livrent à la nuit
Ces solitudes dignes au milieu des silences
Ces larmes si paisibles qui coulent inexpliquées
Ces ambitions passées mais auxquelles on repense
Comme un vieux coffre plein de vieux jouets cassés
Ces liens que l’on sécrète et qui joignent les êtres
Ces désirs évadés qui nous feront aimer
Ces raisons-là qui font que nos raisons sont vaines
Ces choses au fond de nous qui nous font veiller tard
Ces raisons-là qui font que nos raisons sont vaines
Ces choses au fond de nous qui nous font veiller tard
Tradução da letra
O brilho imóvel de um dia que acaba
A queixa dolorosa de um cão a ladrar
O silêncio perturbador que precede os sonhos
Quando o mundo se foi, enfrentas-te a ti próprio.
Os calafrios onde o amor e o outono se enredam
O negro onde a nossa fé é engolida pelas nossas leis
Esta ansiedade enfadonha que corre nas nossas veias
Que nos agarra mesmo depois das maiores alegrias
Aqueles rostos esquecidos que voltam à carga
Estes abraços que num sonho se pode viver cem vezes
Essas razões que fazem nossas razões são vãs
Aquelas coisas dentro de nós que nos fazem ver tarde
Essas razões que fazem nossas razões são vãs
Aquelas coisas dentro de nós que nos fazem ver tarde
Estas palavras fechadas que não sabíamos como dizer
Estes olhares insistentes que não compreendemos
Estas chamadas óbvias estas reluzências tardias
Essas mordidelas a arrependimentos que saciam à noite
Estas solitudes dignas no meio do silêncio
Essas lágrimas tão pacíficas que fluem inexplicavelmente
Estas ambições passadas, mas que estão a ser repensadas
Como um velho baú cheio de velhos brinquedos partidos
Estes laços que são segregados e que unem os seres
Os desejos fugitivos que nos farão amar
Essas razões que fazem nossas razões são vãs
Aquelas coisas dentro de nós que nos fazem ver tarde
Essas razões que fazem nossas razões são vãs
Aquelas coisas dentro de nós que nos fazem ver tarde