Jean-Jacques Goldman — Tout était dit letra e tradução

A página contém a letra e a tradução em português da música "Tout était dit" de Jean-Jacques Goldman.

Letra

Elle écrit seule à sa table, et son café refroidit
Quatre mètres infranchissables, un bar, un après-midi
J’avais rendez-vous je crois, j’avais pas l’temps
Avec un Pape ou peut-être un Président
Mais la fille est jolie
Et les papes sont sûrement patients
Elle était là dans son monde, son monde au beau milieu du monde
Loin, ses yeux posés ailleurs, quelque part à l’intérieur
Plongée dans son livre, belle abandonnée
En elle je lis tout ce qu’elle veut cacher
Dans chacun de ses gestes un aveu, un secret dans chaque attitude
Ses moindres facettes trahies bien mieux que par de longues études
Un pied se balance, une impatience, et c’est plus qu’un long discours
Là, dans l’innocence et l’oubli
Tout était dit
On ne ment qu’avec des mots, des phrases qu’on fait apprendre
On se promène en bateau, pleins de pseudos de contrebande
On s’arrange, on roule, on glose, on bienséance
Mieux vaut de beaucoup se fier aux apparences
Aux codes des corps
Au langage de nos inconsciences
Muette étrangère, silencieuse bavarde
Presque familière, intime plus je te regarde
Dans chacun de tes gestes un aveu, un secret dans chaque attitude
Même la plus discrète ne peut mentir à tant de solitude
Quand ta main recherche une cigarette, c’est comme une confession
Que tu me ferais à ton insu
À ta façon de tourner les pages, moi j’en apprends bien davantage
La moue de ta bouche est un langage, ton regard un témoignage
Tes doigts dans tes cheveux s’attardent, quel explicite message
Dans ton innocence absolue
Et ce léger sourire au coin des lèvres, c’est d’une telle indécence
Il est temps de partir, elle se lève, évidente, transparente
Sa façon de marcher dans mon rêve, son parfum qui s'évanouit
Quand elle disparaît de ma vie
Tout était dit

Tradução da letra

Ela escreve sozinha na mesa e o café arrefece.
Quatro metros intransponíveis, um bar, uma tarde
Tinha um compromisso, acho que não tive tempo.
Com um Papa ou talvez um presidente
Mas a rapariga é bonita.
E os papas são certamente pacientes
Ela estava lá no seu mundo, no seu mundo no meio do mundo
Longe, seus olhos postos em outro lugar, em algum lugar dentro
Mergulhando em seu livro, linda abandonada
Nela eu leio tudo o que ela quer esconder
Em cada um dos seus gestos uma confissão, um segredo em cada atitude
As suas facetas mais pequenas traíram muito melhor do que por longos estudos.
Um pé balança, uma impaciência, e é mais do que um longo discurso
Ali, na inocência e no esquecimento
Tudo foi dito
Só nos deitamos com palavras, frases que ensinamos.
Andamos por aí num barco cheio de nomes falsos contrabandeados.
Nós organizamos, nós rolamos, nós gloss, nós somos bons
Muito melhor confiar nas aparências
Código do organismo
Na linguagem do nosso inconsciente
Mudo estrangeiro, falador silencioso
Quase familiar, íntimo mais olho para ti
Em cada um de seus gestos uma confissão, um segredo em cada atitude
Mesmo o mais discreto não pode mentir a tanta solidão
Quando a tua mão procura um cigarro, é como uma confissão.
Que me Farias sem o teu conhecimento
A forma como viras as páginas, estou a aprender muito mais.
A gota da tua boca é uma língua, o teu olhar um testemunho
Os teus dedos no teu cabelo permanecem, que Mensagem explícita
In your absolute innocence
E este pequeno sorriso no canto dos lábios é de tamanha indecência.
Está na hora de ir embora, ela levanta-se, óbvia, transparente
A sua maneira de andar no meu sonho, o seu cheiro a desaparecer
Quando ela desaparece da minha vida
Tudo foi dito