Jean-Jacques Goldman — Le coureur letra e tradução
A página contém a letra e a tradução em português da música "Le coureur" de Jean-Jacques Goldman.
Letra
Je courais sur la plage abritée des alizés
Une course avec les vagues, juste un vieux compte à régler
Pieds nus comme couraient mes ancêtres
Oh j’ai bien vu derrière ses lunettes
Un type avec un chronomètre
Je suis rentré au soir, quand les vagues ont renoncé
Il était déjà tard, mais mes parents m’attendaient
Y’avait un homme bizarre à la table
Ma mère, une larme, un murmure
Des dollars et leur signature
J’ai pris le grand avion blanc du lundi
Qu’on regardait se perdre à l’infini
J’suis arrivé dans le froid des villes
Chez les touristes et les automobiles
Loin de mon ancienne vie
On m’a touché, mesuré comme on fait d’un cheval
J’ai couru sur un tapis et pissé dans un bocal
Soufflé dans un masque de toutes mes forces, accéléré plein d'électrodes
Pour aller jusqu’où j’avais trop mal
On m’a mis un numéro sur le dos
Y’avait des gens qui criaient, des drapeaux
On courait toujours en rond, des clous
Aux deux pieds pour écorcher la terre
Je la caressais naguère
J’ai appris à perdre, à gagner sur les autres et le temps
À coups de revolver, de courses en entraînements
Les caresses étranges de la foule, les podiums
Et les coups de coudes
Les passions, le monde et l’argent
Moi je courais sur ma plage abritée des alizés
Une course avec les vagues, juste un vieux compte à régler
Puis le hasard a croisé ma vie
J’suis étranger partout aujourd’hui
Était-ce un mal, un bien?
C’est ainsi…
Tradução da letra
Eu estava correndo na praia protegida dos ventos alísios
Uma corrida com as ondas, apenas uma velha contagem para resolver
Descalço como os meus antepassados correram
Vi mesmo atrás dos óculos dele.
Um tipo com um cronómetro
Cheguei a casa à noite, quando as ondas desistiram.
Já era tarde, mas os meus pais estavam à minha espera.
Estava um homem estranho à mesa.
A minha mãe, uma lágrima, um sussurro
Dólares e a sua assinatura
Apanhei o grande avião branco na segunda-feira.
Que nos víamos perdermo-nos interminavelmente
Cheguei ao frio das cidades
Em turistas e automóveis
Longe da minha antiga vida
Fui tocado, medido como um cavalo.
Corri num tapete e mijei num frasco.
Soprado numa máscara com todo o meu poder, acelerado cheio de eléctrodos
Para ir tão longe quanto eu tive muita dor
Puseram-me um número nas costas.
Havia pessoas a gritar, bandeiras
Andávamos sempre em círculos, pregos.
A ambos os pés para esfolar a Terra
Eu costumava acariciá-la.
Aprendi a perder, a conquistar os outros e o tempo.
De tiros, de corridas a treinos
As estranhas carícias da multidão, os pódios
E as curvas
Paixões, o mundo e o dinheiro
Corri na minha praia protegida dos ventos alísios
Uma corrida com as ondas, apenas uma velha contagem para resolver
Então o acaso atravessou a minha vida
Sou um estranho em todo o lado hoje
Era um mal, um bem?
Pois é.…