Jacques Higelin — L'amour sans savoir ce que c'est (En concert au Zénith de Paris le 18.10.2010) letra e tradução

A página contém a letra e a tradução em português da música "L'amour sans savoir ce que c'est (En concert au Zénith de Paris le 18.10.2010)" de Jacques Higelin.

Letra

Y’a eu un tremblement de terre
Un champignon, la guerre
Un éclair blanc
Et je n’sais plus pourquoi
Je me retrouve sur cette route
Les cheveux balayés, par le vent
A siffloter comme un enfant
Qui vient d’ailleurs
Qui n’va nulle part
Et qui attend,à tout hasard
N’importe qui, n’importe quoi
Dieu seul sait qui, le diable sait quoi
Mais ils ne l’diront pas.
Pourtant si rien n’arrive
Et si personne ne vient
Va bien falloir continuer son chemin sans l’aide de rien, ni de personne
Car baby, je ne suis qu’une de six milliards de bouches
Ouverte à en crever
Une de six milliards de bouches
Ouverte à en crever, sur le désespoir, la peur du noir
Je peux te saisir, et t’anéantir
Au coin d’un boulevard, déserteur, trop tard
Où tu sais même pas c’qui peut t’tomber sur le coin d’la gueule
Un car de flics, un coup de rasoir, «Schlak», et
Où le clin d’oeil d’une pute
Qui remonte son trottoir
Et raler, seul, ce soir
Ouais, tout seul
Et c’est pas parc’que tu vas me refiler 5 minutes de ton cul
Contre un verre d’alcool, un paquet d’dollars et quelques flippers
Que tu m’f’ras oublier
Que je n’suis qu’une de six milliards de bouches
Ouverte à en crever
Une de six milliards de bouches, baby
Ouverte à en crever, sur le désespoir, le désespoir, la peur du noir.
La liberté, de choisir, l'étendard
De tes futures désillusions
Le temps de crever avec
Et de te sentir vraiment tout con
Devant, le regard innocent
D’un enfant, qui se réveille
Et qui dans un sourire, te fait, l’amour
L’amour, sans même savoir, ce que c’est
(bis) choeurs
(ter)

Tradução da letra

Houve um terramoto.
Um cogumelo, guerra
Um flash branco
E já não sei porquê.
Encontro-me nesta estrada
Cabelo varrido pelo vento
Assobiando como uma criança
Que vem de outro lugar
Que não vai a lado nenhum
E à espera, por acaso
Qualquer um, qualquer coisa
Só Deus sabe quem, o diabo sabe o quê
Mas eles não dizem.
No entanto, se nada acontecer
E se ninguém vier
Terá de continuar o seu caminho sem a ajuda de nada, ou de ninguém.
Porque querida, sou apenas uma de seis biliões de Bocas
Aberto à morte
Uma de seis biliões de Bocas.
Aberto à morte, ao desespero, ao medo da escuridão
Posso agarrar - te e destruir-te.
Canto de um boulevard, desertor, tarde demais
Onde nem sabes o que pode cair no canto da tua boca
Um autocarro da polícia, uma navalha," Schlak", e
Onde a piscadela de uma prostituta
Que sobe pelo passeio
E raler, sozinho, esta noite
Sim, completamente sozinho.
E não me vais dar 5 minutos do teu rabo.
Por um copo de álcool, um pacote de dólares e algumas máquinas de pinball
Que me vais fazer esquecer
Que sou apenas uma de seis biliões de Bocas
Aberto à morte
Uma de seis bilhões de Bocas, baby
Aberto à morte, ao desespero, ao desespero, ao medo da escuridão.
Liberdade, de escolher, a bandeira
Das suas desilusões futuras
Hora de morrer com
E sentir-me mesmo estúpido
À frente, o olhar inocente
De uma criança, que acorda
E quem num sorriso te faz amor
Amor, sem sequer saber, o que é
(bis) coros
(ter)