Hubert-Félix Thiéfaine — Un automne à Tanger letra e tradução
A página contém a letra e a tradução em português da música "Un automne à Tanger" de Hubert-Félix Thiéfaine.
Letra
Lui, sous la pluie d’un automne à Tanger
Lui qui poursuit son puzzle déglingué
Lui, dans sa nuit d’un automne à Tanger
Lui qui détruit son ombre inachevée.
Nous venions du soleil comme des goélands
Les yeux fardés de ciel et la queue dans le vent
Mais nous nous sommes perdus sous le joug des terriens
Dans ces rades et ces rues réservés aux pingouins.
Lui, sous la pluie d’un automne à Tanger
Lui qui poursuit son puzzle déglingué.
Les vagues mouraient, blessées, à la marée sans lune
En venant féconder le ventre des lagunes
Et nos corps écorchés s’immolaient en riant
Sous les embruns glacés d’une chambre océan.
Lui, dans sa nuit d’un automne à Tanger
Lui qui détruit son ombre inachevée.
D’ivresse en arrogance, je reste et je survis
Sans doute par élégance, peut-être par courtoisie
Mais j’devrais me cacher et parler à personne
Et ne plus fréquenter les miroirs autochtones.
Lui, sous la pluie d’un automne à Tanger
Lui qui poursuit son puzzle déglingué
Lui, dans sa nuit d’un automne à Tanger
Lui qui détruit son ombre inachevée.
Tradução da letra
Ele, na chuva de um outono em Tânger
Aquele que continua o seu quebra-cabeças estúpido
Ele, na sua noite de outono em Tânger
Aquele que destrói a sua sombra inacabada.
Viemos do sol como gaivotas
Olhos no céu e cauda no vento
Mas perdemo-nos sob o jugo dos terráqueos.
Nestas ravinas e ruas reservadas para pinguins.
Ele, na chuva de um outono em Tânger
Aquele que continua o seu quebra-cabeças irracional.
As ondas morreram, feridas, na maré sem lua
Ao vir fertilizar a barriga das lagoas
E os nossos corpos esfolados sacrificavam-se com riso
Debaixo do spray gelado de uma câmara oceânica.
Ele, na sua noite de outono em Tânger
Aquele que destrói a sua sombra inacabada.
Da embriaguez à arrogância, fico e sobrevivo.
Provavelmente por elegância, talvez por cortesia.
Mas não devia esconder-me e falar com ninguém.
E chega de andar com espelhos nativos.
Ele, na chuva de um outono em Tânger
Aquele que continua o seu quebra-cabeças estúpido
Ele, na sua noite de outono em Tânger
Aquele que destrói a sua sombra inacabada.