Giulio De Gennaro — Ferragosto letra e tradução

A página contém a letra e a tradução em português da música "Ferragosto" de Giulio De Gennaro.

Letra

Guarda che cielo serpente, cambia di pelle
Come confonde la mente, come si trucca di stelle
Cielo di Ferragosto, da disperati
Cielo che non conosco, tu sei il cielo dei disgraziati
Disgraziati rimasti soli quaggiù in città
Mentre al mare la vita esplode, la vita va Marciapiedi rimasti vedovi della gente
E mi sembra che stia cambiando anche il profumo del caffè
Sgretolando anche il ricordo che ho di te
Questa è una notte che mastica polistirolo
Questa è una notte di plastica sporca di petrolio
Strade senza bontà, strade di luna
Orfane di puttane prosciugate di fortuna
La fortuna che sta sguazzando tra le onde
Tra risate e spruzzi d’acqua si confonde
Tra languori di lasagne e pesce fritto
E mi accorgo che qualche cosa sta morendo dentro me Sgretolando anche il ricordo che ho di te
Senti quest’aria di gomma, appiccicosa
Senza profumo di donna, aria che si riposa
Aria di colla e miele, ti squaglia il viso
Pullula di zanzare incollandoti il sorriso
Il sorriso che ieri ha fatto la valigia
Sta impazzando tra la spiaggia e la battigia
Inzuppato d’aranciata e birra fresca
E un pensiero che sottovoce sta cantando dentro me Sgretolando anche il ricordo che ho di te
Questo balcone oscillante, tra cielo e strada
Giungla di fiori e di piante, isola desolata
Naufrago da terrazza rimango qui
Isola assurda e pazza senza neanche un venerdì
È venerdì che ha dato fuoco alla piroga
Sta nuotando da tre giorni e non affoga
Sta lottando contro un mare di smeraldo
C'è l’aurora che lentamente si colora intorno a me Sgretolando anche il ricordo che ho di te
(Grazie a max per questo testo)

Tradução da letra

Olha para a cobra do céu, muda de pele
Como confunde a mente, como forma estrelas
August Sky, desesperado
Céu Eu não sei, tu és o céu dos miseráveis
Miserável deixado sozinho aqui na cidade
Enquanto no mar a vida explode, a vida passa pelas calçadas viúvas das pessoas
E parece-me que o cheiro do café também está mudando
Desfazendo até a memória que tenho de TI
Esta é uma noite a mastigar poliestireno
Esta é uma noite suja de óleo de plástico.
Ruas sem bondade, ruas da lua
Prostitutas órfãs sem sorte
A sorte que está atravessando as ondas
Entre risos e salpicos de água é confuso
Entre lasanha languorosa e peixe frito
E percebi que algo está a morrer dentro de mim a desfazer-se até a memória que tenho de TI.
Sente este ar de borracha e pegajoso
Sem o cheiro de uma mulher, o ar repousando
Ar de cola e mel, parte-te a cara
Enxame de mosquitos enfiando seu sorriso
O sorriso que fez a mala ontem
Ele está a enlouquecer entre a praia e a costa.
Encharcados em sumo de laranja e cerveja fresca
E um pensamento que silenciosamente está a cantar dentro de mim a desmoronar até a memória que tenho de TI
Esta varanda oscilante, entre o céu e a estrada
Selva de flores e plantas, Ilha desolada
Naufrágio do terrace eu fico aqui
Ilha absurda e louca sem sequer uma sexta-feira
Foi sexta-feira que incendiou o banco.
Está a nadar há três dias e não se afoga.
Ele está a lutar contra um mar de Esmeraldas.
Há a aurora que lentamente colore à minha volta a desfazer-se até a memória que tenho de TI.
(Obrigado ao max por este texto)