Fiorella Mannoia — Cara letra e tradução

A página contém a letra e a tradução em português da música "Cara" de Fiorella Mannoia.

Letra

Cosa ho davanti? Non riesco più a parlare
Dimmi cosa ti piace; non riesco a capire
Dove vorresti andare. Vuoi andare a dormire?
Quanti capelli che hai, non si riesce a contare
Sposta la bottiglia e lasciami guardare
Se di tanti capelli ci si può fidare
Conosco un posto nel mio cuore dove tira sempre il vento
Per i tuoi pochi anni e per i miei che sono cento
Non c'è niente da capire, basta sedersi ad ascoltare
Perché ho scritto una canzone per ogni pentimento
E debbo stare attento a non cadere nel vino
O finir dentro i tuoi occhi, se mi vieni più vicino
La notte ha il suo profumo;
Puoi cascarci dentro che non ti vede nessuno
Ma per uno come me, poveretto
Che voleva prenderti per mano e cascare dentro a un letto…
Che pena, che nostalgia
Non guardarti negli occhi e dirti un’altra bugia
Almeno non ti avessi incontrato
Io che qui sto morendo e tu che mangi il gelato
Tu corri dietro al vento e sembri una farfalla
E con quanto sentimento ti blocchi e guardi la mia spalla;
Se hai paura a andar lontano, puoi volarmi nella mano
Ma so già cosa pensi: tu vorresti partire
Come se andare lontano fosse uguale a morire;
E non c'è niente di strano, ma non posso venire
Così come una farfalla ti sei alzata per scappare
Ma ricorda che a quel muro ti avrei potuta inchiodare
Se non fossi uscito fuori per provare anch’io a volare
E la notte cominciava a gelare la mia pelle
Una notte madre che cercava di contare le sue stelle;
Io lì sotto ero uno sputo e ho detto: «Olè, sono perduto!»
La notte sta morendo
Ed è cretino cercare di fermare le lacrime ridendo;
Ma per uno come me, l’ho già detto
Che voleva prenderti per mano e volare sopra un tetto…
Lontano, si ferma un treno;
Ma che bella mattina, il cielo è sereno
Buonanotte, anima mia
Adesso spengo la luce e così sia

Tradução da letra

Para onde estou a olhar? Não posso falar mais.
Diz - me do que gostas, não percebo.
Para onde queres ir. Queres ir dormir?
Quanto cabelo tens, não podes contar.
Tira a garrafa e deixa-me ver.
Se podes confiar tanto no cabelo
Conheço um lugar no meu coração onde o vento sempre puxa
Pelos teus poucos anos e pelos meus que são cem
Não há nada para entender, senta-te e ouve.
Porque escrevi uma canção para cada arrependimento
E tenho de ter cuidado para não cair no vinho.
Ou acaba nos teus olhos, se te aproximares de mim
A noite tem o seu perfume;
Podes cair nela que ninguém te vê
Mas para um homem como eu, coitadinho ...
Que queria pegar na tua mão e cair numa cama…
Que pena, que nostalgia
Não te olhes nos olhos E digas outra mentira.
Pelo menos não te tinha conhecido.
Estou a morrer aqui e tu estás a comer gelado.
Corres atrás do vento e pareces uma borboleta.
E com a sensação que tens, congelas-te e olhas para o meu ombro.;
Se tens medo de ir longe, podes voar na minha mão.
Mas já sei o que pensas: queres ir-te embora.
Como se ir longe é o mesmo que morrer;
E não há nada de estranho, mas não posso ir.
Tal como uma borboleta, levantaste - te para fugir.
Mas lembra-te, eu podia ter-te pregado naquela parede.
Se eu não tivesse ido lá fora tentar voar também
E a noite começou a congelar a minha pele
Uma noite a mãe a tentar contar as suas estrelas;
Estava a cuspir E disse: "Ole, estou perdido!»
A noite está a morrer
E é estúpido tentar parar as lágrimas de rir;
Mas para alguém como eu, já disse isso.
Que queria pegar-te pela mão e voar sobre um telhado…
Longe, um comboio pára;
Mas que bela manhã, o céu está claro
Boa noite, minha alma
Agora apago a luz e assim seja