Emmanuel Moire — Les vivants letra e tradução

A página contém a letra e a tradução em português da música "Les vivants" de Emmanuel Moire.

Letra

Je ne suis pas cet homme
Le regard dans le vide
Qui semble faire la somme
De chacune de ses rides
Je ne suis pas celui
Qui boit l’eau des fontaines
Et ne mange que la nuit
Toujours en file indienne
Et pourtant, et pourtant…
Je ne suis pas ce môme
Qui du fond de son lit
Ne croit plus aux fantômes
Mais déjà aux profits
Je ne suis pas cette fille
Qui attend maintenant
Que des malheurs habille
D’un billet en sortant
Je ne suis pas ce fils
Qui depuis fait semblant
De peur qu’on le maudisse
Puisqu’il aime autrement
Je ne suis pas ce poing
Ni ces bras de courage
Qui retombent un matin
D’avoir perdu la rage
Et pourtant, et pourtant…
Je ne suis pas cette main
Qui s’accroche au grillage
Empêchant son destin
De finir le voyage
Je ne suis pas cette voix
Qui se tait et se donne
A l’heure de faire un choix
A la mauvaise personne
Je ne suis pas ce gosse
Qu’on déguise en soldat
Ni sa main sur la crosse
Quand il appuie son doigt
Je ne suis pas ce frère
Sans aucun lien de sang
Sauf celui qui fait taire
La gorge d’un innocent
Et pourtant, et pourtant…
Je ne suis pas cette femme
Qui va donner la vie
A une petite Illane
Ou Yaël ou Julie
Je ne suis pas ce père
Qui découvre son enfant
Et ne sait plus quoi faire
A part rire en pleurant
Et pourtant, et pourtant…
Je suis ce que nous sommes
Et nous somme les vivants

Tradução da letra

Não sou esse homem.
O olhar no vazio
Quem parece fazer a soma
De cada uma das suas rugas
Não sou eu.
Que bebem água de mananciais
E comer apenas à noite
Ainda na fila indiana
E ainda assim, e ainda…
Não sou esse miúdo.
Que do fundo da sua cama
Já não acredito em fantasmas.
Mas já para os lucros
Não sou essa rapariga.
Quem está à espera agora?
Que os infortúnios se vistam
Sem bilhete
Não sou esse filho.
Que desde então fingiu
Para que não o amaldiçoemos
Uma vez que ele gosta de outra coisa
Não sou esse punho.
Nem aqueles braços de coragem
Que recuam uma manhã
Ter perdido a raiva
E ainda assim, e ainda…
Não sou essa mão.
Que se agarra à malha de arame
A evitar o seu destino
Para terminar a viagem
Não sou essa voz.
Quem é silencioso e dá
Hora de fazer uma escolha
À pessoa errada.
Não sou esse miúdo.
Vamos disfarçar-nos de soldados.
Nem a mão no rabo
Quando ele aperta o dedo
Não sou esse irmão.
Sem qualquer ligação sanguínea
Excepto aquele que se cala
A garganta de um inocente
E ainda assim, e ainda…
Não sou essa mulher.
Quem dará vida
Um pouco de loucura
Ou Yaël ou Julie
Não sou esse pai.
Que descobre o seu filho
E já não sabe o que fazer
Além de rir e chorar
E ainda assim, e ainda…
Eu sou quem somos
E nós somos os vivos