Edith Piaf — Le Grand Voyage Du Pauvre Nègre letra e tradução

A página contém a letra e a tradução em português da música "Le Grand Voyage Du Pauvre Nègre" de Edith Piaf.

Letra

Soleil de feu sur la mer Rouge.
Pas une vague, rien ne bouge.
Dessus la mer, un vieux cargo
Qui s’en va jusqu'à Bornéo
Et, dans la soute, pleure un nègre,
Un pauvre nègre, un nègre maigre,
Un nègre maigre dont les os Semblent vouloir trouer la peau.
«Oh yo… Oh yo…
Monsieur Bon Dieu, c’est pas gentil.
Moi pas vouloir quitter pays.
Moi vouloir voir le grand bateau
Qui crach' du feu et march' sur l’eau
Et, sur le pont, moi j’ai dormi.
Alors bateau il est parti
Et capitaine a dit comm' ça:
„Nègre au charbon il travaill’ra.“
Monsieur Bon Dieu, c’est pas gentil.
Moi pas vouloir quitter pays.
Oh yo… Oh yo…»
Toujours plus loin autour du monde,
Le vieux cargo poursuit sa ronde.
Le monde est grand… Toujours des ports…
Toujours plus loin… Encore des ports…
Et, dans la soute, pleure un nègre,
Un pauvre nègre, un nègre maigre,
Un nègre maigre dont les os Semblent vouloir trouer la peau.
«Oh yo… Oh yo…
Monsieur Bon Dieu, c’est pas gentil.
Y’en a maint’nant perdu pays.
Pays à moi, très loin sur l’eau,
Et moi travaille au fond bateau.
Toujours ici comm' dans l’enfer,
Jamais plus voir danser la mer,
Jamais plus voir grand ciel tout bleu
Et pauvre nègre malheureux.
Monsieur Bon Dieu, c’est pas gentil,
Moi pas vouloir quitter pays.
Oh yo… Oh yo…»
Au bout du ciel, sur la mer calme,
Dans la nuit claire, il voit des palmes,
Alors il crie: «C'est mon pays !»
Et dans la mer il a bondi
Et dans la vague chante un nègre,
Un pauvre nègre, un nègre maigre,
Un nègre maigre dont les os Semblent vouloir trouer la peau.
Oh yo… Oh yo…
Monsieur Bon Dieu, toi bien gentil,
Ramener moi dans mon pays.
Mais viens Bon Dieu… Viens mon secours,
Moi pas pouvoir nager toujours.
Pays trop loin pour arriver
Et pauvre nègre fatigué.
Ça y est… Fini … Monsieur Bon Dieu …
Adieu pays… Tout l’monde adieu…
Monsieur Bon Dieu, c’est pas gentil.
Moi pas vouloir quitter pays.
Oh yo… Oh yo…

Tradução da letra

Sol ardente no Mar Vermelho.
Nem uma onda, nada se mexe.
Sobre o mar, um velho navio de carga
Quem vai até Bornéu
E, no porão, um Negro chora,
Um pobre preto, Um preto magro,
Um preto magricela cujos ossos parecem querer furar a pele.
"Oh, eu ... Oh, eu.…
Meu deus, isso não é simpático.
Não quero sair do país.
Eu querer ver o barco grande
Que cospe o fogo e caminha sobre a água
E na ponte, dormi.
Então o barco foi-se
E o capitão disse como:
"Negro do carvão está a trabalhar para a RA.“
Meu deus, isso não é simpático.
Não quero sair do país.
Eu ... Oh, eu.…»
Sempre mais à volta do mundo,
A velha carga continua a sua ronda.
O mundo é grande ... portos sempre…
Ainda mais longe ... portos tranquilos…
E, no porão, um Negro chora,
Um pobre preto, Um preto magro,
Um preto magricela cujos ossos parecem querer furar a pele.
"Oh, eu ... Oh, eu.…
Meu deus, isso não é simpático.
Houve uma perda de país.
País para mim, muito longe na água,
E eu trabalho no fundo do barco.
Ainda aqui estou no inferno,
Nunca mais ver o mar dançar,
Nunca mais ver o grande céu todo azul
E pobre negro infeliz.
Meu deus, isso não é simpático.,
Não quero sair do país.
Eu ... Oh, eu.…»
No fim do céu, no mar calmo,
Na noite clara, ele vê barbatanas,
Então ele grita: "este é o meu país !»
E no mar ele saltou
E na onda canta um Negro,
Um pobre preto, Um preto magro,
Um preto magricela cujos ossos parecem querer furar a pele.
Eu ... Oh, eu.…
Senhor Deus, você é muito gentil.,
Leva-me de volta para o meu país.
Mas vá lá, Deus ... venha a minha ajuda.,
Não sei nadar para sempre.
País muito longe para chegar
E pobre preto cansado.
É ... acabou ... …
Adeus país ... adeus a todos.…
Meu deus, isso não é simpático.
Não quero sair do país.
Eu ... Oh, eu.…