Edith Piaf — Escale letra e tradução

A página contém a letra e a tradução em português da música "Escale" de Edith Piaf.

Letra

Le ciel est bleu la mer est verte
Laisse un peu la f’nêtre ouverte
Le flot qui roule à l’horizon
Me fait penser à un garçon
Qui ne croyait ni Dieu ni diable
Je l’ai rencontré vers le nord
Un soir d’escale sur un port
Dans un bastringue abominable
L’air sentait la sueur et l’alcool
Il ne portait pas de faux col
Mais un douteux foulard de soie
En entrant je n’ai vu que lui
Et mon c ur en fut ébloui
De joie
Le ciel est bleu la mer est verte
Laisse un peu la f’nêtre ouverte
Il me prit la main sans un mot
Il m’entraîna hors du bistro
Tout simplement d’un geste tendre
Ce n'était pas un compliqué
Il demeurait au bord du quai
Je n’ai pas cherché à comprendre
Sa chambre donnait sur le port
Des marins saouls chantaient dehors
Un bec de gaz un halo blême
Éclairait le triste réduit
Il m'écrasait tout contre lui
Je t’aime
Le ciel est bleu la mer est verte
Laisse un peu la f’nêtre ouverte
Son baiser me brûle toujours
Est ce là ce qu’on dit l’amour
Son bateau mouillait dans la rade
Chassant les ombres de la nuit
Au jour naissant il s’est enfui
Pour rejoindre ses camarades
Je l’ai vu monter sur le pont
Et si je ne sais pas son nom
Je connais celui du navire
Un navire qui s’est perdu
Quant au marin je ne l’ose plus
Rien dire
Le ciel est bas la mer est grise
Ferme la f’nêtre à la brise

Tradução da letra

O céu é azul o mar é verde
Deixe a janela aberta por um tempo
O fluxo que rola no horizonte
Faz - me pensar num rapaz
Que não crêem em Deus nem no diabo
Conheci-o no norte.
Uma noite de escala num porto
Num abominável espancamento
O ar cheirava a suor e álcool.
Ele não usava Coleira falsa.
Mas um cachecol de seda duvidoso
Ao entrar, só o vi a ele.
E o meu coração estava deslumbrado
Alegria
O céu é azul o mar é verde
Deixe a janela aberta por um tempo
Ele pegou na minha mão sem dizer uma palavra.
Ele arrastou-me para fora do bistro.
Apenas um gesto carinhoso.
Não foi complicado.
Ele permaneceu na borda do Cais
Eu não buscava entender
O quarto dele olhou para o porto.
Marinheiros bêbados cantavam lá fora
Um bico de gás um halo sombrio
Iluminado o triste reduzido
Ele estava a esmagar-me em cima dele.
Amo-te
O céu é azul o mar é verde
Deixe a janela aberta por um tempo
O beijo dela queima-me sempre.
É isso que dizem amor
O barco dele estava a atracar no Porto.
Perseguindo as sombras da noite
No dia em que se levantou, fugiu.
Para se juntar aos seus camaradas
Vi-o entrar na ponte.
E se eu não souber o nome dele
Conheço o da nave.
Um navio que se perdeu
Quanto ao marinheiro, não me atrevo mais.
Nada a dizer
O céu é baixo o mar é cinzento
Fechar a janela à brisa