Diamanda Galas — Cris D'aveugle (1873) (Blind Man's Cry) letra e tradução

A página contém a letra e a tradução em português da música "Cris D'aveugle (1873) (Blind Man's Cry)" de Diamanda Galas.

Letra

L’oeil tué n’est pas mort
Un coin le fend encor
Encloué je suis sans cercueil
On m’a planté le clou dans l’oeil
L’oeil cloué n’est pas mort
Et le coin entre encor
Deus misericors
Deus misericors
Le marteau bat ma tête en bois
Le marteau qui ferra la croix
Deus misericors
Deus misericors
Les oiseaux croque-morts
Ont donc peur à mon corps
Mon Golgotha n’est pas fini
Lamma lamna sabacthani
Colombes de la Mort
Soiffez après mon corps
Rouge comme un sabord
La plaie est sur le bord
Comme la gencive bavant
D’une vieille qui rit sans dent
La plaie est sur le bord
Rouge comme un sabord
Je vois des cercles d’or
Le soleil blanc me mord
J’ai deux trous percés par un fer
Rougi dans la forge d’enfer
Je vois un cercle d’or
Le feu d’en haut me mord
Dans la moelle se tord
Une larme qui sort
Je vois dedans le paradis
Miserere, De profundis
Dans mon crâne se tord
Du soufre en pleur qui sort
Bienheureux le bon mort
Le mort sauvé qui dort
Heureux les martyrs, les élus
Avec la Vierge et son Jésus
O bienheureux le mort
Le mort jugé qui dort
Un Chevalier dehors
Repose sans remords
Dans le cimetière bénit
Dans sa sieste de granit
L’homme en pierre dehors
A deux yeux sans remords
Ho je vous sens encor
Landes jaunes d’Armor
Je sens mon rosaire à mes doigts
Et le Christ en os sur le bois
A toi je baye encor
O ciel défunt d’Armor
Pardon de prier fort
Seigneur si c’est le sort
Mes yeux, deux bénitiers ardents
Le diable a mis ses doigts dedans
Pardon de crier fort
Seigneur contre le sort
J’entends le vent du nord
Qui bugle comme un cor
C’est l’hallali des trépassés
J’aboie après mon tour assez
J’entends le vent du nord
J’entends le glas du cor

Tradução da letra

O olho morto não está morto.
Um canto a fenda encor
Fechado estou sem um caixão
Enfiaram-me um prego no olho.
O olho pregado não está morto.
E o canto entre encor
Deus misericórdias
Deus misericórdias
O martelo bate na minha cabeça de madeira
O martelo que vai quebrar a cruz
Deus misericórdias
Deus misericórdias
As aves estaladiças mortas
Por isso teme o meu corpo
O meu Gólgota ainda não está acabado.
Lamma lamna sabacthani
Pombas da morte
Suspiro depois do meu corpo
Vermelho como uma crosta
A ferida está na borda
Enquanto a pastilha se Baba
De uma velha que ri sem um dente
A ferida está na borda
Vermelho como uma crosta
Vejo círculos dourados
O sol Branco morde-me
Tenho dois buracos perfurados por um ferro.
Avermelhado na forja do inferno
Vejo um círculo dourado
O fogo lá de cima morde-me
Na medula torcida
Uma lágrima a sair
Vejo no céu
Miserere, De profundis
No meu crânio torce
Enxofre a sair
Bendito seja o bom morto
Os mortos salvos que dormem
Abençoados sejam os mártires, os eleitos.
Com a Virgem e o seu Jesus
Abençoados sejam os mortos
Os mortos em julgamento que dormem
Um cavaleiro lá fora.
Descansa sem remorsos.
No cemitério abençoado
Dançando a sua soneca de granito
O homem de pedra lá fora
Dois olhos sem remorso
Ho eu ainda te sinto
Amarelos para armaduras
Sinto o meu Rosário nos meus dedos
E o osso Cristo na madeira
Para ti eu ainda baye
Ó céu da armadura tardia
Perdoa-me por rezar muito
Senhor se é o destino
Os meus olhos, dois abençoadores ardentes
O diabo meteu os dedos nele.
Desculpa gritar alto
Senhor contra destino
Ouço o vento do Norte
Que toca como um chifre
É o hallali dos trepassados
Eu ladro depois da minha vez o suficiente
Ouço o vento do Norte
Ouço o som da buzina