Berthe Sylva — Comme un moineau letra e tradução
A página contém a letra e a tradução em português da música "Comme un moineau" de Berthe Sylva.
Letra
1. C’est près d’une gouttière à matous
Dans une mansarde de n’importe où
A Montparnasse
Que j’suis venue au monde sur les toits
Et que j’ai pour la première fois
Ouvert les chasses
Mes pères et mères déchards comme tout
Qui de plus n’aimaient pas beaucoup
Sucer d’la glace
A l’heure des repas dans notre garno
M’laissaient souvent sans un mélo
Le bec ouvert
Comme un moineau !
2. A l'âge où tous les autres marmots
A l'école vont s’meubler l’cerveau
De bonne grammaire
Avec un tas d’mauvais loupiots
Dans les coins on allait jouer au
Père et à la mère
Bien sûr ces petit jeux innocents
Ne développent pas précisément
Les bonnes manières
A quinze ans, droite sur mes ergots
J’allumais tous les gigolos
L' il effronté
Comme un moineau !
3. L’premier qu’a voulu ma vertu
Pour me posséder n’a pas eu A faire de siège
Il n’a eu qu'à m’ouvrir les bras
Et mon amour est tombé là
Comme dans un piège
Si j’avais l’esprit perverti
Mon c ur, au contraire, était lui
Pur comme la neige
Nous éveillant sous les bécots
Nous allions à tous les échos
Chanter l’amour
Comme deux moineaux !
4. Il me plaqua, a-t-il eu tort?
Je me suis consolée d’un sort
Qui est le nôtre
Avec un p’tit gars dessalé,
Mais qui, pour ne pas travailler,
M’vendit à d’autres
On s’accoutume à ne plus voir
La poussière grise du trottoir
Où l’on se vautre
Chaque soir sur l’pavé parigot
On cherche son pain dans le ruisseau
Le c ur joyeux
Comme des moineaux !
5. L’hiver viendra et mon seul bien
Ce pauvre corps qui, je l’sens bien
Déjà se lasse
Tombera sur le pavé brutal
J’passerai sur un lit d’hôpital
Un soir d’angoisse
Pas plus mauvaise que beaucoup
J’aurais préféré malgré tout,
Au lieu d’un poisse
Un homme qui m’eût aimée d’amour
Pour avec lui finir mes jours
Dans un nid chaud
Comme un moineau !
Tradução da letra
1. É perto de uma sarjeta em matous
Num loft de qualquer lugar
Em Montparnasse
Que eu vim ao mundo nos telhados
E que eu tenho pela primeira vez
Abrir as caçadas
Os meus pais e mães gostam de tudo
Que também não gostava muito
A sugar gelo
No momento das refeições em nosso garno
Muitas vezes deixou - me sem um memorando
The open spout
Como um pardal !
2. Na idade em que todos os outros marmotas
Na escola ir para fornecer o cérebro
Boa gramática
Com um bando de lobos maus
Nos cantos íamos tocar o
Pai e mãe
Claro que estes joguinhos inocentes
Não desenvolver com precisão
Boas maneiras.
Aos quinze, mesmo nos meus pinos
Acendi todos os gigolos
O atrevido
Como um pardal !
3. A primeira que a minha virtude queria
Para possuir-me não tinha que fazer um assento
Tudo o que tinha de fazer era abrir-me os braços.
E o meu amor caiu lá
Como numa armadilha
Se eu tivesse uma mente pervertida
O meu coração, pelo contrário, era ele.
Pura como a neve
Acordando-nos sob os bicos
Íamos a cada Eco
Cantando O Amor
Como dois pardais !
4. Ele deixou-me, estava errado?
Consolei-me com um feitiço
Quem é o nosso
Com um pequenote dessalinado,
Mas quem, não trabalhar,
Vendeu - me a outros
Habituamo-nos a não ver mais
O pó cinzento do passeio
Para onde vamos
Todas as noites no Pavilhão parisiense
Estamos à procura do pão dele no riacho.
Coração feliz
Como pardais !
5. O inverno virá e o meu único bem
Este pobre corpo, sinto-o bem.
Já se cansa.
Cairá sobre a rocha bruta
Dispenso uma cama de hospital.
Uma noite de angústia
Não pior do que muitos
Eu teria preferido.,
Em vez de uma poça
Um homem que me amaria com amor
Para acabar os meus dias com ele
Num ninho quente
Como um pardal !