Barbara — La solitude letra e tradução
A página contém a letra e a tradução em português da música "La solitude" de Barbara.
Letra
Je l’ai trouvée devant ma porte
Un soir, que je rentrais chez moi
Partout, elle me fait escorte
Elle est revenue, elle est là
La renifleuse des amours mortes
Elle m’a suivie, pas à pas
La garce, que le Diable l’emporte !
Elle est revenue, elle est là
Avec sa gueule de carême
Avec ses larges yeux cernés
Elle nous fait le cœur à la traîne
Elle nous fait le cœur à pleurer
Elle nous fait des mains blêmes
Et de longues nuits désolées
La garce ! Elle nous ferait même
L’hiver au plein cœur de l'été
Dans ta triste robe de moire
Avec tes cheveux mal peignés
T’as la mine du désespoir
Tu n’es pas belle à regarder
Allez, va t-en porter ailleurs
Ta triste gueule de l’ennui
Je n’ai pas le goût du malheur
Va t-en voir ailleurs si j’y suis !
Je veux encore rouler des hanches
Je veux me saouler de printemps
Je veux m’en payer, des nuits blanches
A cœur qui bat, à cœur battant
Avant que sonne l’heure blême
Et jusqu'à mon souffle dernier
Je veux encore dire «je t’aime»
Et vouloir mourir d’aimer
Elle a dit: «Ouvre-moi ta porte
Je t’avais suivie pas à pas
Je sais que tes amours sont mortes
Je suis revenue, me voilà
Ils t’ont récité leurs poèmes
Tes beaux messieurs, tes beaux enfants
Tes faux Rimbaud, tes faux Verlaine
Eh ! bien, c’est fini, maintenant.»
Depuis, elle me fait des nuits blanches
Elle s’est pendue à mon cou
Elle s’est enroulée à mes genoux
Partout, elle me fait escorte
Et elle me suit, pas à pas
Elle m’attend devant ma porte
Elle est revenue, elle est là
La solitude, la solitude…
Tradução da letra
Encontrei-a do lado de fora da minha porta.
Uma noite eu estava voltando para casa
Onde quer que ela me acompanhe
Ela voltou, ela está aqui.
O farejador de amores mortos
Ela seguiu-me, passo a passo
A cabra, que se lixe !
Ela voltou, ela está aqui.
Com a sua boca de Quaresma
Com os seus olhos abertos cercados
Ela faz os nossos corações ficarem para trás
Ela faz os nossos corações chorar
Ela põe-nos mãos doentes.
E noites longas e desoladas
A cabra ! Ela até nos obrigaria
Inverno no coração do verão
No teu vestido triste de moire
Com o cabelo bem penteado
Pareces desesperado.
Não és bonita de se ver.
Vá, usa-o noutro sítio.
A tua boca triste de tédio
Não tenho o gosto do infortúnio
Vai ver outro sítio, se eu lá estiver !
Ainda quero rodar as ancas
Quero embebedar-me na primavera
Eu quero pagar por isso, noites sem dormir
Um coração a bater, um coração a bater
Antes da hora sombria
E até ao meu último suspiro
Ainda quero dizer "Amo-te"»
E querem morrer para amar
Ela disse: "abre-me a porta.
Segui-te passo a passo
Sei que os teus amores estão mortos.
Estou de volta, aqui estou eu.
Recitavam-te os seus poemas.
Os vossos lindos senhores, os vossos lindos filhos.
O teu Rimbaud falso, o teu Verlaine falso
Eh ! bem, agora acabou.»
Desde então, ela tem-me dado noites sem dormir.
Ela enforcou - se no meu pescoço.
Ela enrolou - se nos meus joelhos
Onde quer que ela me acompanhe
E ela segue-me, passo a passo
Ela está à minha espera do lado de fora da minha porta.
Ela voltou, ela está aqui.
Solidão, solidão…