Art Mengo — Viens, je te hais letra e tradução

A página contém a letra e a tradução em português da música "Viens, je te hais" de Art Mengo.

Letra

Pour ta nuque endormie, pour tes pleins, tes déliés
Pour ce que je t’ai pris, pour ce que j’ai donné
Pour tes lanternes attardées
Pour tes pavés que j’ai usés
Viens, je te hais
Viens, je te hais
Viens, je te hais
Pour l’ombre de tes cils, pour tes mèches alourdies
Pour mes rêves inutiles, pour ta bouche étourdie
Pour tes embruns, pour une aurore
Pour tes palais de sel et d’or
Viens, je te hais
Viens, je te hais
Viens, je te hais
Tout oublier pour s’en aller
Tout reconstruire ou s’enliser
Viens, je te hais
Tout oublier
Viens, je te hais
Viens, je te hais
Oh viens, je te hais
Pour tes bas en résille
Pour tes talons aiguille
Viens, je te hais
Pour tes moiteurs cachées
Pour ta voix caressée
Viens, je te hais
Et je parle aux cailloux
Des griffures de la mer
Les pieds sur les falaises
Un nuage dans le cou
Et je parle aux noyés
Je leur parle de nous
Mais je sais que je mens
Que tout ça c’est du vent
Qu’il n’y a que de l’eau
Sous les culs des bateaux
Des monceaux de rivières
Où ricoche mon château

Tradução da letra

Para o teu pescoço adormecido, para o teu rechonchudo, as tuas pontas soltas
Pelo que te tirei, pelo que te dei
Para as tuas Lanternas atrasadas
Para os teus paralelepípedos que usei
Vá lá, odeio-te.
Vá lá, odeio-te.
Vá lá, odeio-te.
Pela sombra das suas pestanas, pelas suas pesadas Fechaduras
Para os meus sonhos inúteis, para a tua boca tonta
Para o teu spray, para uma Aurora
Para os teus paladares de sal e Ouro
Vá lá, odeio-te.
Vá lá, odeio-te.
Vá lá, odeio-te.
Esquece tudo para ir
Reconstruir tudo ou ficar atolado
Vá lá, odeio-te.
Esquece tudo.
Vá lá, odeio-te.
Vá lá, odeio-te.
Vá lá, odeio-te.
Para as tuas meias de rede de pesca
Para os seus saltos altos
Vá lá, odeio-te.
Para os teus mestres escondidos
Para a tua voz acariciada
Vá lá, odeio-te.
E estou a falar com os seixos
Dos arranhões do mar
Pés nas falésias
Uma nuvem no pescoço
E estou a falar com os Afogados
Estou a falar - lhes de nós.
Mas sei que estou a mentir.
Que tudo isto é vento
Que só há água
Debaixo dos rabos dos barcos
Montes de rios
Onde ricoche meu castelo