Art Mengo — Le chef de gare letra e tradução

A página contém a letra e a tradução em português da música "Le chef de gare" de Art Mengo.

Letra

Il y avait dans une gare de banlieue
Un petit chef de gare amoureux
Amoureux fou comme c’est curieux
D’une voyageuse imaginaire
Il l’attendait les soirs d’hiver
Sur les quais transis et déserts
Sous la lumière des réverbères
Il l’attendait comme le bon Dieu
Les gens le trouvaient pas sérieux
Il ne sifflait qu’un train sur deux
Et souvent on faisait la queue
Quand il arrosait ses primevères
Partout il écrivait des vers
Pour son aimée imaginaire
Sur les billets, sur les horaires
Non mais rendez-vous compte un peu
Un jour on lui a dit «mon vieux
Tous les voyageurs sont furieux
On va te remplacer, ça vaut mieux»
Mais comme par extraordinaire
Est descendue d’un vieux train vert
Sa voyageuse imaginaire
Belle comme une pluie dans le désert
Et ils sont partis tous les deux
Partis comme deux vieux amoureux
Dans la douceur d’un chemin creux
Vers des pays un peu plus bleus
Où l’on ne sait rien des horaires
Depuis dans cette gare de banlieue
Tout est redevenu sérieux
Et plus personne ne fait la queue
Mais sur les quais, y a plus de primevères
Il y avait dans une gare de banlieue
Un petit chef de gare amoureux
Amoureux fou comme c’est curieux
D’une voyageuse imaginaire

Tradução da letra

Havia numa estação suburbana.
Um pequeno Gestor de Estação apaixonado
Amante louco como é curioso
De um viajante imaginário
Ele esperou por ela nas noites de Inverno.
Nas docas dos transis e desertos
Sob a luz das luzes da rua
Ele estava à espera dela como o bom Senhor.
As pessoas não achavam que ele estava a falar a sério.
Ele só assobiava um comboio em dois.
E muitas vezes ficávamos na fila.
Quando regou os seus prímulos
Onde quer que escrevesse versos
Para o seu amado imaginário
Nos bilhetes, nos horários
Não, mas descobre um pouco.
Um dia foi-lhe dito: "Velho
Todos os viajantes estão furiosos.
Nós substituímos-te, é melhor.»
Mas como por extraordinário
Saiu de um velho comboio verde.
O seu viajante imaginário
Linda como uma chuva no deserto
E ambos partiram.
Foram-se como dois velhos amantes
Na doçura de um caminho oco
Para países um pouco mais azuis
Onde nada se sabe sobre os horários
A partir desta estação suburbana
Tudo ficou sério novamente
E já ninguém faz filas
Mas nas docas há mais prímulas.
Havia numa estação suburbana.
Um pequeno Gestor de Estação apaixonado
Amante louco como é curioso
De um viajante imaginário