Arsenik — Paradis Assassiné letra e tradução

A página contém a letra e a tradução em português da música "Paradis Assassiné" de Arsenik.

Letra

Moi j’voulais que mes raps soient des putains de caresses
Ou des poings dans la gueule
Qu'ça reste un phare dans ces ténèbres quand nos scrupules disparaissent.
(J'suis seul). J’suis seul avec ma plume.
J’célèbre la vie, écume les trottoirs de la ville
Loin des cours où nos colères comparaissent.
J’voulais profiter de ce couplet pour les coups que j’ai pas rendu.
Mec, puisse notre zique nous rendre ce putain d’espoir qu’on a perdu.
Seulement voilà, rien n’apaise le poids des remords
Quand vivre c’est faire semblant de ne pas être mort.
Serrer le mords entre ses dents et s’prétendre «pur-sang «, l’alcool aidant.
S’détendre et déballer ce que tu ressens.
C’est dans ces moments sombres
Que mes pensées me trahissent et que la peine encom-bre le beat.
Quand les rivières d’amour taris-sent, j’débite des vers nourris aux drames.
Vu que ma peau porte le deuil, j’l’aisse aller,
Ma rage s’envole comme dans un con de ballet de feuilles mortes.
Mec j’apporte à ton seuil mon rap, ma routine
Et ces révoltes qu’on essaie de castrer à coup d’or et platine.
(A coup d’or et platine) Et j’voulais juste parler, lester la douleur que
j’emmagasine.
Non rien à foutre des couves de magazines. (Rien à foutre)
Ça guérit pas le mal que je couve cousine
J’t’ouvre mon c ur en putains de rime assassines.
Mon groove fascine comme luxe et liasses de papier.
J’aime les gros BM, mais j’oublie pas que la liberté ça marche à pied.
(C'est ça) Mec ! Le succès c’est trop nocif.
Et j’ai perdu en amitié tout ce que j’ai pu gag-ner en chiffre.
Héritier de la violence à l’espoir chétif que la vie a châtié.
J’veux plus réduire mon champ de vision aux murs du quartier. (Non)
Les sentiers de la gloire sont truffés de salopes,
Petit soit pas triste, le jeu est truqué depuis le procès du Christ. (tu sais)
J’résiste malgré la hargne qui me lacère les entrailles.
Dis, y aura combien d’larmes sincères à mes funérailles?
Juste une entaille sur la joue de la France, Man !
Pour que les données changent,
Qu’on baise les putes qui touchent à la vertu des anges.
Etrange sensation de crainte, quand je vois leurs lois enfreintes.
C’est comme s’ils injectaient de la haine dans la matrice de nos femmes
enceintes.
J’garde le cadavre de mon innocence perdue, mon enfance calcinée.
Dans ces rues où dansent les âmes de ces gosses assassinés.
J’ai cru en la haine, aujourd’hui je doute. Mec !
Etre un homme c’est regarder le Diable droit dans les yeux
Et lui dire d’aller de se faire foutre.
Je shoote l’enfer et le mal que mon corps abrite.
Et j’ai juré à mon c ur que jamais plus j’n'écouterai que ma bite ou mes poings.
J’habite une blessure, un coin où rage immigre.
Qui ne comprend pas ne comprendra jamais le rugissement du tigre.
Que ceux qui me dénigrent s’enfoncent ma poésie.
J’voulais juste dégager mon cul de la trajectoire de ce putain de fusil.
Ça me bousille le crâne alors j’ai choisi de l'écrire.
Quand tout crame, décrire ce qui trame, détruire mon moi infâme,
Sous les éclats de rire de la foudre et le chant des armes.
C’monde sale où la foudre parle et le ciel boude,
Une lame de sky pour nos morts, ceux que le sort poignarde.
M’man Dieu te garde, je sais que Papa nous regarde depuis les cieux,
Depuis mes yeux via ma bouche j’lâche ce qui me touche vieux.
J’couche sur le faf ce monde vicieux pour ceux de ma couche,
J’accouche ces mots seuls dans ma putain de chambre.
2001, mardi, le 11 septembre.

Tradução da letra

Queria que os meus raps fossem carícias.
Ou punhos na boca
Que continue a ser um farol nesta escuridão quando os nossos escrúpulos desaparecerem.
(Estou sozinho). Estou sozinho com a minha caneta.
Eu celebro a vida, escumalha os passeios da cidade
Longe dos cursos onde a nossa raiva aparece.
Queria aproveitar-me daquele verso para as fotos que não devolvi.
Que a nossa zique nos devolva a esperança que perdemos.
Só que aqui, nada alivia o peso do remorso.
Quando viver é fingir não estar morto.
Espreme a dentada entre os dentes e finja ser puro-sangue, com álcool a ajudar.
Descontrai-te e desfaz o que sentes.
É nestes momentos sombrios
Que os meus pensamentos me traam, e que a dor encare o ritmo.
Quando os rios do amor secam, eu derramo dos vermes alimentados aos dramas.
Já que a minha pele está de luto, sinto-me livre para ir.,
A minha raiva voa como um balé de folhas mortas.
Meu, trago-te o meu rap, a minha rotina
E essas revoltas que tentamos castrar com ouro e platina.
E eu só queria falar, lester, a dor que
Estou a armazenar.
Estou-me nas tintas para capas de revistas. Não quero saber.)
Não cura o mal que eu crio primo.
Vou abrir - te o coração com rimas assassinas.
O meu ritmo fascina-me como luxo e pacotes de papel.
Gosto da big BMS, mas não me esqueço que a liberdade funciona a pé.
Meu ! O sucesso é demasiado prejudicial.
E perdi na amizade tudo o que consegui descobrir.
Herdeiro da violência à esperança punitiva que a vida castigou.
Não quero reduzir o meu campo de visão às paredes da vizinhança. (Nao)
Os caminhos da Glória estão cheios de putas,
Pequeno não fique triste, o jogo é manipulado desde o julgamento de Cristo. (you know)
Resisto apesar do harangue que me rasga as entranhas.
Quantas lágrimas sentidas haverá no meu funeral?
Só um pouco na bochecha da França, meu !
Para que os dados mudem,
Vamos foder prostitutas que tocam na virtude dos Anjos.
Estranho sentimento de medo, quando vejo as leis deles violadas.
É como se estivessem a injectar ódio na nossa matriz feminina.
gravido.
Mantenho o cadáver da minha inocência perdida, A minha infância queimada.
Nas ruas onde as almas destes miúdos assassinados dançam.
Acreditei no ódio, hoje duvido. Meu !
Ser homem é olhar o diabo nos olhos
E diz-lhe para se ir foder.
Atiro no inferno e no mal que o meu corpo abriga.
E jurei ao meu coração que nunca mais vou ouvir apenas a minha pila ou os meus punhos.
Vivo numa ferida, num canto onde a raiva imigrou.
Quem não entende nunca entenderá o rugido do Tigre.
Que aqueles que me denegrem afundem a minha poesia.
Só queria sair da trajectória daquela arma.
Está a dar cabo do meu crânio, por isso escolhi escrevê-lo.
Quando tudo arder, descreva o que planeamos, destrua o meu eu infame.,
Sob o riso de relâmpagos e o canto de armas.
É um mundo sujo onde os raios falam e o céu Amua,
Uma lâmina do céu para os nossos mortos, aqueles que o destino esfaqueia.
Deus me livre, sei que o papá está a ver-nos do céu.,
Dos meus olhos através da minha boca larguei o que me toca Velho.
Eu durmo na faf neste mundo cruel por aqueles da minha fralda,
Entrego essas palavras sozinho no meu quarto.
2001, Terça-Feira, 11 De Setembro.