Amparo Ochoa — El barzón letra e tradução
A página contém a letra e a tradução em português da música "El barzón" de Amparo Ochoa.
Letra
Esas tierras del rincón
Las sembré con un buey pando,
Se me reventó el barzón
Y sigue la yunta andando.
Cuando llegué a media tierra,
El arado iba enterrado,
Se enterró hasta la telera,
El timón se deshojó,
El yugo se iba pandeando,
El barzón iba rozando,
El sembrador me iba hablando.
Yo le dije al sembrador:
"No me hable cuando ande arando".
Se me reventó el barzón
Y sigue la yunta andando.
Cuando acabé de piscar,
Vino el rico y lo partió.
Todo mi maíz se llevó,
Ni pa'comer me dejó,
Me presentó aquí la cuenta:
"Aquí debes veinte pesos
De la renta de unos bueyes,
Cinco pesos de magueyes,
Una nega tres cuartillos
De frijol que te prestamos,
Una nega tres cuartillos
De maíz que te habilitamos,
Cinco pesos de unas fundas,
Siete pesos de cigarros,
Seis pesos no sé de qué,
Pero todo está en la cuenta,
Además de los veinte reales
Que sacaste de la tienda.
Con todo el maíz que te toca
No le pagas a la hacienda,
Pero cuentas con mi tierra
Para seguirla sembrando.
Ahora vete a trabajar
Pa' que sigas abonando".
No más me quedé pensando
Sacudiendo mi cobija
Haciendo un cigarro de hoja
Que patrón tan sinvergüenza
Todo mi maíz se llevó
Para su maldita troje.
Se me reventó el barzón
Y sigue la yunta andando.
Cuando llegué a mi casita,
Me decía mi prenda amada:
"¿'ontá el maíz que te tocó?"
Le respondí yo muy triste:
"El patrón se lo llevó
Por lo que debía en la hacienda,
Pero me dijo el patrón
Que contara con la tienda.
Ahora voy a trabajar
Para seguirle abonando
Veinte pesos diez centavos
Más lo que salgo restando".
Me decía mi prenda amada:
"Ya no trabes con ese hombre,
No más nos 'ta robando.
Anda al salón de sesiones,
Que te lleve mi compadre
Y no le hagas caso al padre.
¡Él y sus excomuniones!
¿Que no ves a tu familia
Que ya no tiene calzones?
Ni yo tengo ya faldilla,
Ni tú tienes pantalones".
No más me quedé pensando:
"¿Por qué dejé a mi patrón?"
Me decía mi prenda amada:
"¡Qué vaya el patrón al cuerno!
Como estuviéramos de hambre
Si te has seguido creyendo
De lo que te decía el cura
De las penas del infierno.
¡Viva la revolución!
¡Muera el supremo gobierno!"
Se me reventó el barzón
Y siempre seguí sembrando.
Tradução da letra
Essas terras do canto eu as plantei com um boi pando, o barzón explodiu e a yunta continua andando.
Quando cheguei ao meio-chão, o arado ia enterrado, enterrou-se até a telera, o leme desfolhou-se, o jugo ia flambando, o barzón ia roçando, o semeador ia me falando.
Eu disse ao semeador: "Não fale comigo quando estiver arando".
Rebentou - me o barzón e segue a yunta a pé.
Quando terminei de piscar, o rico veio e partiu-o.
Todo o meu milho levou, nem pa'comer me deixou, me apresentou aqui a conta: "aqui deves vinte pesos da renda de uns bois, Cinco pesos de magueyes, uma nega três quartos de feijão que te emprestamos, uma nega três quartos de milho que te habilitamos, Cinco pesos de umas capas, sete pesos de charutos, Seis pesos não sei de que, mas tudo está na conta, além dos vinte reais que tiraste da loja.
Com todo o milho que te toca não pagas à fazenda, mas contas com a minha terra para continuar a semeá-la.
Agora vai trabalhar para continuares a pagar."
Não mais fiquei pensando sacudindo meu cobertor fazendo um charuto de folha que padrão tão canalha todo o meu milho levou para sua maldita troje.
Rebentou - me o barzón e segue a yunta a pé.
Quando cheguei à minha casinha, dizia-Me a minha amada roupa: "ontá o milho que te tocou?"Respondi-lhe muito triste:" o patrão levou-o pelo que devia na fazenda, mas disse-me o patrão que contasse com a loja.
Agora vou trabalhar para continuar pagando vinte pesos dez centavos mais o que saio subtraindo".
Dizia-Me a minha roupa amada: "não tragas mais com esse homem, não mais nos' ta roubando.
Vai à sala de sessões, leva o meu amigo e não dês ouvidos ao Pai.
Ele e as suas excomunhões!
Que não vês a tua família que já não tem cuecas?
Nem eu já tenho saia, nem tu tens calças."
Não mais fiquei pensando: "Por Que deixei meu patrono?"Dizia-Me a minha amada roupa:" que vá o padrão ao Corno!
Como se estivéssemos com fome se continuasses a acreditar no que te dizia o padre das penas do inferno.
Viva a revolução!
Morra o supremo governo!"O meu barzón estourou e eu sempre continuei semeando.