Alfredo Zitarrosa — Juan Copete letra e tradução

A página contém a letra e a tradução em português da música "Juan Copete" de Alfredo Zitarrosa.

Letra

Si el enderezar entuertos
No es cosa que te compete
¿quién te mete, Juan Copete?
Si él que ayer vino en chancleta
Hoy anda en soberbio coche
Atrapando a troche y moche
Cargos, honras y pesetas;
Si a otros dan duras galletas
Y él logra el blando rosquete
¿quién te mete, Juan Copete?
Si un truhán, con arte y risa
Logra un caudal que atesora
Aunque el público no ignora
De dónde salen las misas
Y si al entrar en pesquisas
Le vuelcan el cubilete
¿quién te mete, Juan Copete?
Si un periodista enemigo
A otro periodista infama
Y, al mismo tiempo, le llama
Sabio, colega y amigo
Si así le corta el ombligo
Con suave y dulce falsete
¿quién te mete, Juan Copete?
Sin con astucia, Fabricio
Logra hacerse diputado
Y de un cargo tan sagrado
Hace ganga y beneficio
Si afloja con artificio
Cuando es preciso que apriete
¿quién te mete, Juan Copete?
Si olvidando la constancia
Que le impone su deber
Vende su voto al poder
Por una suerte de estancia
Y se le dan importancia
En vez de darle el grillete
¿quién te mete, Juan Copete?
En fin, una cosa sola
Diré, y lo demás es paja
Si quien debe, el mal no ataja
No dejes correr la bola
Aunque gastes tu farola
Y digan:
Si el enderezar entuertos
No es cosa que te compete
¡igual metete, Juan Copete!*

Tradução da letra

Se o endireitar tubos
Não é da tua conta
Quem te mete, Juan Copete?
Sim ele que ontem veio em chancleta
Hoje anda em soberbo carro
A apanhar o troche e o moche
Acusações, honras e pesetas;
Se outros dão biscoitos duros
E ele consegue o rosquete macio
Quem te mete, Juan Copete?
Se um trovão, com arte e riso
Alcança um caudal que valoriza
Embora o público não ignore
De onde vêm as missas
E se ao entrar em pesquisas
Eles derrubam a taça
Quem te mete, Juan Copete?
Se um jornalista inimigo
Outro jornalista infama
E, ao mesmo tempo, ele o chama
Sábio, colega e amigo
Se assim lhe cortar o umbigo
Com suave e doce falsete
Quem te mete, Juan Copete?
Sem astúcia, Fabrício
Consegue tornar se deputado
E de um cargo tão sagrado
Faz pechincha e lucro
Se soltar com artifício
Quando é preciso apertar
Quem te mete, Juan Copete?
Se esquecendo a constância
Que lhe impõe o seu dever
Vende o seu voto ao poder
Por uma sorte de estadia
E é dada importância
Em vez de lhe dar a manilha
Quem te mete, Juan Copete?
Enfim, só uma coisa
Eu digo, e o resto é palha
Se quem deve, o mal não atalha
Não deixe a bola correr
Mesmo que gastes o teu candeeiro
E digam:
Se o endireitar tubos
Não é da tua conta
entra, Juan Copete!*