Alfredo Zitarrosa — Coplas del Canto letra e tradução
A página contém a letra e a tradução em português da música "Coplas del Canto" de Alfredo Zitarrosa.
Letra
Canto por son o songa vale la pena
Puede cantar milongas o cantar plenas
Porque la copla dice que el canto empieza
Cuando el canto de todos se le endereza
Venga el canto a su fuente
Viva a la sombra
Del que la tiene enfrente
Mas no la nombra
No hay cantor que no cante porque lo escuchen
Pero la copla espera a que desembuche
Porque la copla es chorro de aquella fuente
Donde el canto y el pueblo forman torrente
Y el cantor consentido, mejor se anime
A cantar algún verso que lo lastime
De tanto vivir frente
Del cementerio
No me asusta la muerte
Ni su misterio
Me hacen vivir tus ojos
Y tus maneras
Ponte mi clavel rojo
Que no se muera
Cante el cantor su copla de tal manera
Que al cantarla reviva su vida entera
Hay cantores que lucen voces grandotas
Pero no cantan versos de pocas notas
Y hay algunos que cantan mejor que otros
Pero todos los cantos son de nosotros
Como los pareceres
Con las razones
Se juntan las mujeres
Con los varones
Cada vez que me acuerdo de la Florida
Se me hacen cuesta abajo los cuesta arriba
Que se tenga por cierto la copla dice
Lo que en el canto abierto finque raíces
Porque verso nacido en esa vertiente
Vive con otros versos entre la gente
Cuando el pueblo las canta recién empieza
La vida de las coplas y su certeza
Cantar canto de nadie
Mejor que nada
Para el cantor no hay copla
Mejor amada
Cuando el canto es tristeza
Mal contenida
Se sube a la cabeza
Mala bebida
Vale más una endecha mal hilvanada
Que cantar coplas hechas muy bien pensadas
Nadie sabe en qué tiempo fueron paridas
Las coplas de mi pueblo mejor nacidas;
Trillo abierto en el campo por muchas huellas
Las palabras de todos viven en ellas
Hay cantos como flores
Mal afinados
Suenan mucho mejores
Que bien cantados
Venga el canto a su fuente
Viva a la sombra
Del que la tiene enfrente
Mas no la nombra
(Los textos en cursiva corresponden a partes recitadas)
Tradução da letra
Cantar por son ou songa vale a pena
Pode cantar milongas ou cantar plenas
Porque o dístico diz que o canto começa
Quando o canto de todos é endireitado
Venha o canto à sua fonte
Viva à sombra
Aquele que está à sua frente
Mas não a nomeia
Não há cantor que não cante porque o escutem
Mas o dístico espera que eu desembuche
Porque o dístico é jorro daquela fonte
Onde o canto e as pessoas formam torrente
E o cantor mimado, melhor se anime
Cantar um verso que o magoe
De tanto viver frente
Do cemitério
Não tenho medo da morte
Nem o seu mistério
Fazem me viver os teus olhos
E as tuas maneiras
Põe o meu cravo vermelho
Não o deixes morrer
Cante o cantor seu dístico de tal maneira
Que ao cantá la reviva toda a sua vida
Há cantores que parecem grandes vozes
Mas eles não cantam versos de poucas notas
E há alguns que cantam melhor que outros
Mas todos os cantos são de nós
Como pareceres
Com as razões
As mulheres se juntam
Com os homens
Sempre que me lembro da Florida
Estou a descer as escadas
Que se tenha por certo a copla diz
O que no canto aberto finque raízes
Porque verso nascido nessa vertente
Vive com outros versos entre as pessoas
Quando a cidade as canta ela só começa
A vida dos dísticos e sua certeza
Cantar canto de ninguém
Melhor que nada
Para o cantor não há copla
Melhor amada
Quando o canto é tristeza
Mal contida
Sobe à cabeça
Má bebida
Vale mais uma configuração mal alinhvanada
Que cantar dísticos feitos muito bem pensados
Ninguém sabe em que tempo foram paridas
Os melhores dísticos do meu povo;
Trillo Aberto no campo por muitas pegadas
As palavras de todos vivem nelas
Há cantos como flores
Mal afinados
Eles soam muito melhores
Que bem cantados
Venha o canto à sua fonte
Viva à sombra
Aquele que está à sua frente
Mas não a nomeia
(Os textos em itálico correspondem a partes recitadas)