Abel Pintos — Para Cantar He Nacido letra e tradução

A página contém a letra e a tradução em português da música "Para Cantar He Nacido" de Abel Pintos.

Letra

Para cantar he nacido
Soy copla que el viento lleva,
A veces canto en el árbol
Que se deshoja de pena,
A veces bebo del fuego
Palabras de primavera.
Mi sangre canta por dentro
Como la lluvia por fuera,
La noche canta y convierte
Sus pájaros en estrellas,
Pero cuando canta el pueblo
Musicaliza mis venas.
Yo nunca miro a la rosa
Por su color de quimera,
La miro porque ella tiene
La sangre de los que sueñan
Porque en sus gajos florecen
Las manos del que la siembra.
Si el canto no se levanta
Como la hoguera del fuego,
Si no libera las penas
De los que están en la tierra
De nada sirve que suene
La voz de la chacarera.
Así como canta el río
Cuando la noche lo ciega
Y sin mirar su camino
Sigue su rumbo de piedra
Yo le canto a los que vienen
Caminando por la tierra.
Mi copla es azul y estrellas
Y una guitarra encendida
En su corazón de pueblo
La vida sufre y agita
Con el perfil de sus bombos
Las esperanzas marchitas.
Por eso canto a las cosas
Que me va dando la vida
A los changuitos de barro
Hondeando lunas perdidas
Al tallo con sus espinas
Y al hombre con sus heridas.

Tradução da letra

Para cantar Eu nasci
Sou o dístico que o vento carrega,
Às vezes canto na árvore
Que se livre da pena,
Às vezes bebo do fogo
Palavras de primavera.
O meu sangue canta por dentro
Como a chuva por fora,
A noite canta e converte
Seus pássaros em estrelas,
Mas quando a cidade canta
Musicaliza as minhas veias.
Eu nunca olho para a rosa
Pela sua cor de quimera,
Eu olho para ela porque ela tem
O sangue daqueles que sonham
Porque em seus segmentos florescem
As mãos de quem a semeia.
Se o canto não se levantar
Como a fogueira do fogo,
Se você não liberar as tristezas
Dos que estão na terra
Não adianta tocar
A voz da chacarera.
Assim como o rio canta
Quando a noite o cega
E sem olhar para o seu caminho
Segue o seu rumo de pedra
Eu canto aos que vêm
Andando pela terra.
Meu dístico é azul e estrelas
E uma guitarra acesa
Em seu coração de povo
A vida sofre e agita
Com o perfil dos seus bombos
As esperanças murchas.
É por isso que canto às coisas
Que me vai dar a vida
Os changguitos de barro
Mergulhando luas perdidas
Para o caule com seus espinhos
E o homem com as suas feridas.